Dicas de Viagens (minhas e suas)

A grande primeira viagem que eu fiz, foi aos 15 anos (Argentina/Paraguay e Foz do Iguaçu); presente da minha mãe. (Preferi a viagem à formatura). Fora essa, fiz várias para o interior e litoral de São Paulo – Praia Grande, Maresias, Boiçucanga; Peruíbe; Ilha Bela; Santos; Ourinhos; Campinas; Embu; Poços de Caldas; Itu;  e por ai afora...
Então aqui vou compartilhar algumas experiências vividas por mim (e de quem quiser me mandar por email dicas para postar aqui) e que, talvez, possam ajudar. Situações em viagens; pequenos (e grandes) reparos; sugestões e tudo mais para facilitar a vida.

Vamos começar 2015 com as dicas que estou devendo desde agosto. 

Quando falamos de viagens internacionais existem alguns pontos de jamais devem ser esquecidos.
O primeiro é tirar seu passaporte.
Consulte o site: http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/passaporte
O valor neste momento é de R$ 156,00 e não demora tanto quanto falam. O meu saiu em 1 mês.
SegundoEscolhido o roteiro, verifique se precisa de visto. No caso da Europa não é necessário. Mas existe a exigência das vacinas, que por via das dúvidas tomei, mas ninguém solicitou documentação referente em aeroporto algum e passei por três. 
Consulte o site: http://portal.anvisa.gov.br
Terceiro. Decida se quer levar dinheiro em espécie ou prefere cartão. Ou ambos. Se decidir pelo cartão como eu, utilize essas dicas, por que não foi tão fácil como deveria. 
Consulte seu banco para saber se ele oferece esse tipo de serviço, ou se sua conta corrente abrange isso. A minha não abrangia. Depois verifique qual cartão é mais conveniente à região que vai visitar. Há os cartões pré pagos (Money Card) de viagem para euro, libra e dólar, com bandeira Visa,  Mastercard, Amex. 
Depois de ir a vários bancos onde era correntista, acabei fazendo meu cartão numa agência de câmbio dentro do aeroporto Internacional de Guarulhos. Lá escolhi a bandeira, o valor a ser convertido em euros e fiz meu cartão na hora vinculando a minha conta corrente. Para cada saque efetuado com o cartão eu paguei uma taxa de R$2,50.
Quarto. Com o passaporte, os euros, e o pacote pago e definido, malas feitas (só esse item merece uma postagem) é só embarcar.
O voô é de cerca de 12 horas, então se prepare. 
Eu preferi viajar a noite, assim você dorme grande parte da viagem e nem vê o tempo passar.  Mas lembre-se que dormir mal acomodado não é fácil (especialmente na classe econômica, que foi onde eu fui), mas há a tv no encosto da frente que ajuda a passar o tempo.  Meu conselho: compre essas almofadas para pescoço. Ajuda muito.



Cuidado com o aerosol com o qual as aeromoças pulverizam as dependências do avião (exigência técnica de algum órgão), fiquei dois dias com alergia. Portanto, cubra a cabeça com a manta que está no seu assento.

Depois dessas dicas, vamos a primeira parada: Milão.


Milão é a capital da Lombardia e meu pacote começou por lá (fazer sua primeira viagem SOZINHA por um pacote tem seus prós e seus contras, vou falar mais sobre isso).  Minha viagem foi no mês de agosto, quando é férias na Itália. Ficamos apenas um dia nesta belíssima cidade e não podia perder tempo. Então me instalei e fui pra rua com um mapa debaixo do braço cedido pelo hotel.
A cidade é limpa, plana, sinalizada e os milanezes são atenciosos. As fotos do painel mostram da esquerda para direita, a avenida do Corso Sempione, o Arco Della Pace, o Castelo Sforsesco, a praça do Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele II e a Catedral de  Milão, que é simplesmente estonteante.
Todos os locais tem entrada gratuita.




  
Você é daquelas que acredita que o Rio de Janeiro é perigoso para mulheres viajarem sozinhas? Ou daqueles paulistas que acham que vão ser destratados pelos cariocas? Grande bobagem. A cidade é linda; os cariocas são muito gentis e atenciosos e você consegue se virar muito bem de ônibus. Minhas dicas são:
  • Faça uma pesquisa (na internet mesmo) sobre os locais que quer conhecer – bairro; preço das atrações; horários; etc. Alguns locais aceitam carteirinha de estudante de outros estados. E para dar uma ajudinha ai vão alguns endereços eletrônicos e os telefones que constam nos folders de cada local.
          www.fortedecopacabana.com  (tel. [21] 2522-6966)
          www.bondinho.com.br
          www.corcovado.com.br  (tel. [21] 2558-1329)
          www.jbrj.gov.br  (Jardim Botânico)
          www.dphdm.mar.mil.br  (Ilha Fiscal – tel. [21] 2104.6721)
  • Leve água e frutas com você (comer nos pontos turísticos só com muita grana; um sorvete no palito de fruta chega a custar R$ 8,00; enquanto seu preço normal é de R$ 1,50).
  • Confie no transporte público – os letreiros mostram o percurso principal e se isso não bastar existem informações impressas nos painéis dos pontos, informando em quais pontos turísticos o ônibus número tal passa. Aliás, algumas linhas têm ar condicionado... Paraíso.
  • Não se esqueça de passar filtro solar.
  • Faça amizade com algum casal de turista (é o que mais tem lá) e rache o taxi de um ponto turístico para outro. Do Pão de Açúcar até o Cristo a corrida dá uns R$ 24,00; mas não pegue aqueles que estão na saída dos locais, esses tem preços fixos e são mais caros. E táxi é o que não falta no Rio.
  • Vocês notaram que não postei a famosa foto do Cristo? Pois é; nem sempre ele esta visível. O guia local nos informou que em algumas épocas do ano ele fica totalmente encoberto por nuvens, se tornando impossível vê-lo ou a paisagem lá embaixo. Por isso, mesmo que estiver um sol de rachar nas praias, preste atenção nas nuvens lá em cima antes de subir. Ou como ele (o guia) nos disse, vá ao primeiro horário.
  • De resto, se divirta e aproveite. E quanto à segurança: tenha a mesma atenção que teria em qualquer parte do mundo.





Não se assuste ao entrar na cidade, ela não parece interessante; mas a parte histórica (que é lindíssima, bucólica e romântica) esta logo ali, próximo à praia. É onde estão as construções de época; os ateliês de arte; as inúmeras lojinhas que vendem uma excelente cachaça e tudo mais. Minhas dicas são:
  • Use um bom tênis para andar por lá; o calçamento das ruas (que são fechadas para carros) é original e por isso mesmo, bem irregular. Se tiver chovido, vira um sabão.
  • Se quiser economizar prefira comer na parte nova da cidade, onde há vários restaurantes com ótima comida a quilo. Quanto às compras, leve muito dinheiro. Em geral, as coisas são bem caras. Infelizmente.
  • Os passeios agendados são uma ótima opção para divertir-se e você tem duas possibilidades: ou vai até um dos vários “escritórios” logo na entrada do Centro Histórico para fazer uma reserva, que pode ser de lancha; escuna ou um passeio de jipe pelas cachoeiras da região ou contrata uma escuna diretamente no pequeno porto. As escunas fazem várias paradas para mergulho; é sensacional.
  • Ainda falando dos passeios de escuna; uma dica para as mães. Tenham em mente que o passeio dura o dia todo; que o almoço será a bordo; que a água doce é escassa (sendo impossível tirar o sal após cada mergulho); que o calor embaixo da cobertura é sufocante e que portanto, levar um bebê num passeio desses é torturante. Na escuna em que estávamos, uma criatura levou seu bebê (de uns 6 meses) e a pobre criança chorou o passeio inteiro. Cruel.
  • Caso escolha fazer o passeio pelas cachoeiras por conta própria, pergunte no seu hotel ou pousada quais estão acessíveis e liberadas. E sempre respeite as sinalizações; os bloqueios e as dicas dos locais.






Se prepare para andar. O negócio em Ouro Preto é subir e descer ladeiras; mas te garanto que vale a pena. A cidade é linda e andar de carro é pra quem tem muitaaaaaaaaaaaaaaa pratica em subida e vou te contar; algumas são sinistras. Se precisar de informações, contem com a boa vontade dos moradores, eles são fantásticos. Atenciosos, educados e prestativos. Minhas dicas são:
  • Procure se hospedar em um dos hotéis próximos a Praça Tiradentes. É lá que as pessoas se encontram para combinar os passeios, baladas, se conhecer e para paquerar.
  • Pegue um mapa da cidade para se guiar; é fácil se perder nas dezenas de ladeiras se você não tiver um bom senso de direção como o meu (desculpa ai).
  • Há os passeios para as minas dos escravos (um triste marco da cidade); e meu conselho é o seguinte: fique atenta aos sintomas de claustrofobia; o ambiente é insalubre, apertado, escuro e deprimente...eu me senti muito mau e não consegui fazer o “passeio”. Mas se quiser visite a Mina do Chico Rei, a história em torno da mina é impressionante.
  • Se quiser bastante movimento vá em julho, nessa época há o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, com várias atrações culturais – shows, saraus, música, dança, cinema, teatro e artes plásticas em diversos espaços nas duas cidades.
          www.festivaldeinverno.ufop.br
  • Existem centenas de igrejas, mas eu recomendo a Igreja Nossa Senhora do Rosário Preto; construída pelos escravos para seu uso e que possui uma arquitetura diferenciada. Algumas cobram um pequeno ingresso (ande com dinheiro trocado).
  • Agora comer é uma diversão á parte. Os preços são ótimos e vale a pena intercalar um restaurante mais caro, com um a quilo (todos são fantásticos). E se aventure nas escadarias que te levam a alguns restaurantes escondidos, mas cheios de charme. Perguntem pela doceira Garapinha – Queijos e Doces Caseiros; todos conhecem. E é onde você recupera as energias depois de subir e descer ladeiras o dia todo. É tanto doce delicioso que você fica doidinha.
  • A viagem no trem Maria-Fumaça que faz o trajeto entre Ouro Preto/Mariana é uma delícia, mas compre com antecedência para poder pagar mais barato, senão você pode se arrepender. Eles aceitam cartão de crédito.
          www.fcasa.com.br/trens-turisticos (0800-285-7000)
  • Eis alguns endereços eletrônicos e os telefones que constam nos folders de cada local.
         www.museudainconfidência.iphan.gov.br (tel. [31] 3551-1121)
         www.museudooratorio.org.br (tel. [31] 3551-5369)
         Museu de Arte Sacra de Ouro Preto (tel. [31] 3551-4736)






Chegando de Maria-Fumaça á Ouro Preto – uma viagem muito agradável – em uma bucólica estação de trem, você consegue ir facilmente a parte histórica da cidade. Siga na direção das torres das igrejas. Minhas dicas são:
  • Procure a Igreja da Sé; e pergunte se vai haver apresentações do Órgão (Órgão Arp Schniger) com a organista Elisa Freixo. Ela dá uma pequena explicação sobre a história do órgão e depois apresenta algumas músicas; é incrível. O ingresso é baratinho.
  • Na parte alta da cidade, há uma situação curiosa. A tradição religiosa foi tão importante para a cidade que existem duas igrejas construídas uma de frente para outra. Sendo que a menor foi recentemente restaurada após um incêndio que queimou tudo, menos o altar principal; única parte barroca na igreja.
  • Se quiser voltar para Ouro Preto de ônibus, ao invés do trem, é bem fácil. Há uma linha intermunicipal que sai do centro da cidade.




É incrível a sensação de estar no meio da torcida e eu recomendo; mesmo que como eu, você decida ir só com mulheres ao Estádio. Eu já fiz isso duas vezes. Tudo tranquilo; mas é bom ter uns cuidados. Minhas dicas são:
  • Primeiro tenho atenção ao estacionar. Não confie nos flanelinhas; eles cobram SUPER caro e mentem para você. Da primeira vez fomos multadas por acreditarmos que o local indicado era permitido.
  • Da segunda vez estacionamos um pouco mais longe e conseguimos um bom preço e mais segurança. Por isso pesquise os estacionamentos mais distantes e não tenho medo de ter que andar até o estádio, vai ter um monte de gente fazendo isso.
  • Não vá com intenção de paquerar; os homens mal olham para você. O foco é o jogo. E talvez por isso mesmo, não a desrespeito com as mulheres desacompanhadas.
  • Por via das dúvidas, escolha ir nos jogos mais tranquilos. Eu não aconselho clássicos; decisões ou jogos com torcidas conhecidamente violentas. Mas se quiser arriscar, sente-se perto das saídas...rsrs.
  • E por favor não dê uma de “mulherzinha”...sente-se junto a sua torcida, cante os hinos do seu time, vibre com os lances e entenda minimamente as regras do jogo.


 



A cidade é conhecida como a cidade da cerâmica; ela é cheia de ateliês que permitem visitações e também possuem várias cachoeiras. Mas apesar de ser uma cidade turística, existem alguns problemas. Minhas dicas são as seguintes:
  • Os ateliês são as principais atrações da cidade; portanto só vá para lá, se quiser saber, ver e aprender a respeito. Ou verifique sobre o Festival de Inverno, que acontece em julho e oferece shows diversos e mais um festival gastronômico inserido no festival principal.
  • Pergunte, pergunte e pergunte sobre os ateliês dos ceramistas; eles são distantes uns dos outros e infelizmente não há indicações suficientes na cidade que o ajude a encontrá-los sem as orientações dos moradores locais.
  • Verifique nas pousadas e hotéis sobre os horários para as visitas, nem sempre você pode ir chegando. Lembrem-se que é o ambiente de trabalho deles.
  • Recomendo a visita a Suenaga e Jardineiro. É um espaço maravilhoso e um dos ceramistas explica a grupos de visitantes todo o processo de elaboração das peças; desde a coleta do barro até a queima no forno de altíssima temperatura, cuja técnica é conhecida como noborigama.
          R. Dr. Paulo Jarbas da Silva,150 (tel. [12] 3111.1530)
  • Se você não conseguir ir a muitos ateliês fique tranquila; há a Casa do Artesão, onde você pode fazer suas compras. De objetos baratinhos até os caríssimos...todos lindos.
  • Há cachoeiras espetaculares nos arredores; mas mais uma vez pergunte para obter as indicações necessárias; direção, infra estrutura do local e acima de tudo, sobre a segurança.





É um daqueles passeios para passar o domingo de boa, em silêncio e aproveitar para comer uma boa comida vegetariana.
O Templo Zu Lai foi fundado em 1992 é um local dedicado a prática do Budismo. Em 2004 teve início a ULB – Universidade Livre Budista Zu Lai com cursos de Estudos Avançados de Budismo para ambos os sexos. Lá são ministradas palestras; cursos variados; práticas coletivas de meditação; etc. www.templozulai.org.br
Minhas dicas são:
  • Tenha noção de que apesar do espaço receber visitação pública sem restrições, lá é um espaço religioso, portanto não use roupas inadequadas; converse num tom de voz moderado; não deixe seu filho correndo por todo lugar e acima de tudo respeite as indicações descritas nos cartazes espalhados pelo espaço.
  • No restaurante vegetariano você paga um valor fixo e repete quantas vezes quiser (o refrigerante é a parte). O conceito das refeições também é espiritual, então não pegue mais do que você aguenta comer, pra não largar comida no prato. Aliás a comida da cafeteria também é vegetariana. E a qualidade é excelente
  • Aos domingos, o Templo Zu Lai oferece um ônibus gratuito que parte da Estação Liberdade do metrô, a partir das 8 horas e retorna a São Paulo, com saída do Templo as 14:30 horas. (Confirme os horários)
          Tel. (11) 4612.2895



Há muitos anos atrás fui de ônibus de São Paulo a Itaparica, na Bahia (aventura de adolescente). Fomos eu e uma prima. São 26 horas de viagem com várias paradas para almoço e jantar e uma mais longa para um banho – afinal ninguém merece viajar tanto tempo cheirando mal – então ai vão minhas dicas:
  • Procure não tomar banho na parada para o banho. O banheiro fica insuportavelmente cheio. É uma briga pelos chuveiros; com mães quase te matando para dar banho nos seus “pimpolhos”... Prefira comer bem nessa parada e tomar banho numa das paradas para o lanche, que apesar de serem mais curtas, vão ter o banheiro vazio. Se você for rápida consegue tomar um belo banho, mas atenção não perca a partida do seu ônibus.
  • Se quiser sair do sossego de Itaparica você consegue facilmente ir até o porto e pegar um ferry-boat para Salvador. É bem seguro. Ao chegar ao porto de Salvador você pode caminhar sem grandes dificuldades (mais sempre atenta) até o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, que dá acesso a Cidade Alta.
  • Lá em cima fique esperta ao assédio das ciganas que insistem em tirar sua sorte. E nunca, jamais, coloque qualquer dinheiro nas mãos delas, caso você decida fazer o papel de boba e acreditar nelas. Minha prima fez isso e perdeu os R$100,00 que colocou sobre a mão de uma, com a promessa de sei-lá-oque. Passando por isso, caminhe; o Pelourinho é lindíssimo.





Fui para São Luís para ficar na casa de um amigo (já falecido) e quase foi um fiasco. Por que esse querido amigo mentiu sobre sua real situação financeira e quase me colocou numa saia justa. Sua casa estava em construção, não havia acomodações para mim (e quase nem para eles), não havia água encanada e tomar banho só se fosse de caneca. Isso mesmo, de caneca. Eles tinham uma cisterna na casa que fornecia água para quase tudo. Nada contra! Mas eu não estava preparada para a situação. Depois de falarmos as claras, ficou tudo bem e fui para casa de sua mãe, onde pelo menos tinha encanamento, apesar da água vir direto de um cano na parede, sem chuveiro nem nada... Então minhas dicas são:
  • Pergunte claramente, sem rodeios, ao amigo que te convidou quais as acomodações que ele pode lhe oferecer. Dependendo do seu grau de frescura, poderá escolher ficar num hotel. Ou aceitar numa boa tomar banho com água gelada de cano...rsrsrs.
  • A cidade histórica é linda, mas quando fui alguns prédios estavam em péssimo estado de conservação. Preste atenção aos azulejos portugueses que cobrem alguns desses prédios. Eis alguns endereços:
          Palácio dos Leões – Av. Dom Pedro II (tel. [98] 3232.9789)
          Centro de Cultura Popular – Rua do Giz, 221 (tel. [98] 3218.9924)
          Convento das Mercês – Rua da palma, 502 (tel. [98] 3231.0641)
  • Outra dica incrível é você ir de barco até a ilha de Alcântara (1h15m), que sai do Terminal Hidroviário. Ao chegar na ilha converse com um dos meninos da ilha que servem de guia e peça a ele para lhe contar sobre a influência maçônica na construção do vilarejo; é bem legal. Há inscrições maçônicas por toda parte, que você não percebe sem um olhar treinado.
  • E não faça como eu (que ódio de não ter ido). Pegue um ônibus (linha convencional) e vá até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses; são 3 horas de viagem; mas vá. Para não se arrepender depois, como eu.
  • Comer em São Luís é muito barato, aproveite.

 
 


Eu já fui para Porto Seguro duas vezes, com uma grande distancia entre uma viagem e outro e pude acompanhar a evolução da região. Hoje a infra estrutura é ótima. Com muitos hotéis, pousadas, shopping e um impressionante suporte nas praias.
O fato é que as praias ficam longe do centro comercial da cidade; o que hoje não faz diferença. Você é capaz de ficar o dia todo na praia e ter até serviço de cabeleireiro, pra se ter uma idéia. O conforto é tanto que você até pensa estar em casa, não fosse aquele mar espetacular na sua frente. Mesmo assim tenho umas dicas:
  • O centro da cidade; as praias e os locais históricos são distantes e é quase difícil fazer esse circuito a pé. Faça amizades e alugue um carro em conjunto; ou se informe sobre transporte coletivo local; ou se aproxime das centenas de excursões que lotam a cidade e tente se encaixar.
  • Na Cidade Alta; onde as coisas começaram no Brasil, você encontra as construções históricas. Cuidado com os “índios” que ficam por lá (em toda parte histórica) tentando lhe vender peças, nem sempre tão autênticas assim. E não saia tirando foto com eles sem perguntar antes quanto eles vão cobrar por isso.
  • Os passeios de escuna são indispensáveis. Eles costumam parar em ilhas para o almoço típico e algumas param em mar aberto, perto de arrecifes, onde é possível caminhar e mergulhar nas piscinas naturais formadas pela maré baixa. Mas respeite rigorosamente o horário de voltar para a escuna. Se o guia te disser que a maré sobe as 3 horas, acredite. Você estará encoberta pela água no horário que ele informou se não tiver voltado para o barco.
  • Nos inúmeros bares ao longo da orla, você se diverte a noite inteira. Mas não vá com muita sede ao pote. Os drinques servidos nesses locais, com nomes engraçados; podem parecer docinhos, mas te derrubam se você não esta acostumado. Eu vi muito gente dormindo (babando) embaixo das mesas.



 
 
 

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