domingo, 27 de julho de 2014

MULHERES SEXUAIS



Algumas coisas mudaram e outras permanecem as mesmas de maneira indissolúvel. Uma delas é a diferenciação brutal entre homens e mulheres. Tanto no que concerne a sociedade, quanto ao convívio entre os casais. Mas apesar do machismo e todos os demais aspectos do preconceito, vou tratar apenas da imagem.
Já falei várias vezes que nossa sociedade é uma sociedade imagética. Vivemos, nos comunicamos e interagimos através da imagem; o facebook, o whatsApp e demais recursos não me deixa mentir. Antes de sermos pessoas, somos imagens.
Algum problema com isso?
Nenhum! É nossa contemporaneidade, nossa realidade.
O problema é que essas imagens ainda passam por um filtro masculino. São os “meninos” que definem qual é boa, qual é ruim. Duvidam? Vamos analisar juntos.
Tenho uma página no facebook (secreta, onde só os membros – femininos, vêem ou compartilham o que ali é postado), e mesmo assim uma imagem foi retirada sem minha anuência e eu fui abertamente censurada e ameaçada por isso.
Ameaçada sim, de ter minha página principal bloqueada.
Qual era a imagem: DE UM PÊNIS.
Pois bem, eu posto diversas imagens eróticas nesta página, incluindo nus femininos – que nunca sofreram sanção de nenhuma espécie – fotos de casais seminus e por ai afora. Então qual não foi minha surpresa ao ter especificamente esta foto censurada. E por que o PINTO, ainda causa estranhamento quando exposto?
Já que o elemento fálico, que inclusive aparece indiretamente em diversas configurações a nossa volta, é aceito.
O pênis ereto sempre foi considerado um símbolo de poder, de força, de vitalidade, não é de estranhar que um homem que não tenha uma ereção aceitável se sinta menos homem. Como extensão desse poder o homem foi desenvolvendo objetos que ampliavam essa sensação de poder: a espada; o tacape; a arma (objetos de guerra); o obelisco, os marcos (objetos arquitetônicos) e assim por diante.
Então se a preocupação é deixar claro a importância de uma “boa” ereção fico em dúvida sobre qual o problema da exposição de um PINTO ao vivo e a cores. Porque a TV, o cinema, a publicidade, as revistas (só pra citar alguns meios que trabalham com a imagem) liberam o nu frontal feminino e não o masculino?
Qual o problema? Ele é feio? Agressivo?
A faça-me o favor... Eu particularmente acho um homem nu lindo e o design de um pênis e seu saco é incrível. Possui uma estrutura arquitetônica linda e ereto é uma obra da natureza.
Imaginar que a ereção é uma complexa interação psicológica, neurológica, vascular e endócrina, onde o fluxo sanguíneo temporariamente aumenta e é armazenado no pênis, de forma que ele aumente e se eleve. Tudo isso a uma resposta sexual masculina a uma estimulação sexual. E vamos admitir, vê-lo crescendo é um deleite.

Por tudo isso, esta na hora da sociedade parar de avaliar, julgar e liberar as imagens pelo viés machista. Nós mulheres gostamos sim de ver um homem nu.


sábado, 19 de julho de 2014

MULHERES MORTAIS



Quanto tempo você tem de vida?

Quanto tempo você já viveu?

Mas viveu mesmo, não uma pseudo vida, mas sua própria vida, com suas escolhas, com seus riscos; sem interferências sociais, religiosas ou emocionais...
SOMOS MORTAIS e vivemos como se não fossemos. Nossos corpos são frágeis, suscetíveis a todo tipo de situações exterminadoras e vivemos nos arriscando conscientemente:  fumamos, comemos mal, bebemos em excesso, nos tornamos seres sedentários e acima de tudo nos agredimos deixando de fazer o que desejamos pelo medo de não sermos aceitos, de não nos enquadrarmos, de não cumprirmos nossos papéis.
SOMOS MORTAIS  e deixamos de valorizar o tempo que temos com as pessoas que amamos. Nossa família, nossos amigos, nossos bichos, nossa casa, nosso trabalho, nossos livros, nossa solidão... Deixamos de dizer o que realmente importa para jogarmos fora palavras vazias. Deixamos de sentir o que realmente importa para em troca gerarmos doenças em nós mesmos. Abandonamos a liberdade interna para vivermos a vida que "outro" planejou para nós, ou pior, deixamos de viver nossa vida para controlarmos a vida do outro.
SOMOS MORTAIS e passamos pela vida como covardes, com medo de tudo: de arriscarmos; de experimentarmos; de perder; de ganhar; de amar; de dizer o que pensamos; de assumir nossas escolhas; de abandonar padrões; de aceitar as diferenças; de ir contra; de ir a favor; de dizer não; de dizer sim; de parar; de correr; de fugir; de ficar; de casar; de separar; de largar o emprego; de mudar de cidade; de ir atrás dos sonhos; de...
SOMOS MORTAIS; nós morremos.

Quanto tempo você tem de vida?

Quanto tempo você já viveu?

QUANTO TEMPO VOCÊ TEM PELA FRENTE? COMO VOCÊ PRETENDE APROVEITÁ-LO?

É só diante da eminência da morte que nos fazemos essas perguntas; é só neste momento que nos damos conta da nossa fragilidade, da nossa temporalidade. Nós temos começo, meio e fim. Temos prazo de validade. Viver é um presente, uma dádiva; então porque não aproveitar isso ao máximo. Seja feliz sem culpas, enfrente seus medos, esteja presente em você mesmo o tempo todo. Lembre-se...
SOMOS MORTAIS.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

MULHERES DEPRIMIDAS



Infelizmente temos a tendência de menosprezar algumas doenças, especialmente as mentais, como se elas definissem mais problemas de caráter do que de saúde. Talvez essa seja uma herança cultural de uma época onde os doentes mentais eram extirpados da sociedade de maneira que sua presença não envergonhasse seus pares. A história demonstra que os tratamentos indicados para essas pessoas eram de uma crueldade só comparável as torturas de guerra, e até recentemente existiam espaços voltados a seus confinamentos...
Assisti a uma entrevista com o Dr. Rodrigo Bressan, médico psiquiatra, neurocientista e pesquisador dos processos de adoecimento do cérebro no programa da Marília Gabriela e achei excelente ele responder que todas essas doenças "pseudo" modernas, como a bipolaridade, as síndromes do pânico, etc, não são modernas coisa nenhuma. Existem registros médicos sobre a existências delas desde a Grécia antiga, apenas tinham outras designações, ou seja, a mente humana sofre... Ponto... E menosprezar quem sofre desses distúrbios alegando fraqueza de caráter é no mínimo sinal de arrogância. 
A depressão não é frescura. Ela mata!
Uma pessoa pode ir perdendo a vontade de viver com tal grau de severidade que nada mais reste a ela do que se matar. A depressão é paralisante, angustiante e solitária. Como o doutor disse, existem vários graus da doença, dos mais graves - que leva ao suicídio; ao leve - que pode acompanhar a pessoa por uma vida inteira de tristeza e incapacidade na busca da felicidade. Isso é terrível. 
Por isso, temos a obrigação de prestar atenção em quem amamos, de perceber se aquela pessoa que convive conosco todo dia mudou sua rotina, parou de sorrir, começou a se isolar, a ficar mais silenciosa do que o normal, fica horas na internet ou a se nega a conviver ou sair de casa. 
Como eu sei disso? Eu tive uma crise de depressão por longos 10 meses da minha vida e foi enlouquecedor; primeiro porque havia um sofrimento real dentro de mim e segundo porque eu sabia que havia alguma coisa errada comigo, mas não sabia o que era e nem como sair daquela situação. Mas com o apoio da minha família sai dessa e voltei a ser eu. 
Então não julgue quem sofre desses males.
Depressão, bipolaridade, síndromes do pânico, etc não são doenças de pessoas fracas, nem doenças de gente rica que não tem o que fazer, muito menos coisa de gente desocupada... Existe um sofrimento real por trás disso, agravado pela vergonha em admitir e saber que receberão ao invés de apoio, esses tipos de comentários.
Ajudem! Apoiem! Amem seu próximo!


domingo, 6 de julho de 2014

MULHERES E A COPA DO MUNDO



Não vou nem tentar fugir do estereótipo de que nós mulheres assistimos futebol para ver os atletas e que não entendemos nada sobre o esporte. Nem vou tentar dizer que aqui em casa (com três mulheres) assistimos, entendemos e discutimos a tabela da Copa, fazemos analises táticas e prestamos atenção em mais do que pernas e peitos. 
Não que não prestemos atenção nisso também.
Mas nesta Copa uma coisa me chamou atenção, o uniforme dos jogadores. Camisetas super justas, demarcando ostensivamente os músculos que definitivamente cresceram em comparação com outras Copas. É óbvio que liguei isso com a força da mídia e nossa sociedade imagética, onde a imagem vale mais do que mil palavras ou ações. Uma relação direta com prender-nos na frente da TV; aos homens pelo esporte, e a nós mulheres pelos belos físicos, já que é só isso que esperamos.
... (suspiros de tédio)
Mas é fato de que os jogadores de futebol hoje são muito mais do que apenas isso. Temos o David Beckham para provar isso. O cara é o rei do marketing esportivo; ele vende roupas, cuecas, relógios, perfumes, marcas estilosas de roupas e nem sei mais o que...
Mas o fato é que eu adoro futebol, gosto de ver um bom jogo, onde os dois times possuem um bom ataque e uma defesa bem armada, onde nenhum dos dois jogue na retranca; com bons laterais que cruzem a bola com perfeição na cabeça do atacante ou de um zagueiro bem colocado. Aliás que gol maravilhoso o gol do Van Persie da Holanda contra a Espanha. E que jogo fantástico o de ontem entre Holanda e Costa Rica.

Mas mantendo o estereótipo, vamos aos gatos da Copa 2014...

Xabi Alonso - Meio de campo da Espanha

Begovic - goleiro da Bósnia

Karnezis - goleiro da Grécia

Boateng - meio de campo de Gana
Lavezzi - Atacante da Argentina







domingo, 8 de junho de 2014

MULHERES INDIGNADAS



Vamos falar do assunto do momento...Copa do Mundo no Brasil

Aqui no blog eu não costumo falar de temas que de alguma maneira não dizem respeito a nós mulheres, mas como eu gosto de futebol, costumo frequentar estádios de futebol e entendo tudo sobre o esporte, achei interessante a 4 dias da abertura da Copa no meu país falar sobre isso; e existem inúmeras discussões que foram levantadas com a eminência da abertura. Discussões políticas, discussões sociais e discussões econômicas.
Apesar do que alguns dizem, as manifestações, greves e debates estão sim se aproveitando da situação, afinal de que outra maneira obteríamos visibilidade das autoridades. 
O que é inevitável levar em conta é que os problemas sociais são reais e  o povo não aguenta mais. Eles são consequências da preparação da Copa? É claro que não!
Eles são resultados apenas do governo petista? É claro que não!
Eles se resolveram apenas com as eleições? É claro que não!
Os problemas brasileiros, o descaso com as nossas necessidades básicas (Educação, Saúde, Segurança, etc) fazem parte de uma conjunção histórica/social de governos que nunca se preocuparam de fato com a população deste país.
Dentro das teorias econômicas que tratam da "periferia/semi periferia e centro", o Brasil estaria neste momento encaixado entre os países semi periféricos, aqueles países que continuam fornecendo produtos para os países de centro e inseridos completamente na economia mundo. Mas se supõe que o próximo passo seria entrar para o seleto grupo dos países do "centro" e para isso também supõe-se uma busca pela melhoria social do país, onde a educação seja prioridade, onde a carga tributária seja coerente, onde os impostos se revertam em benefícios, onde a saúde seja para todos e de qualidade, onde o transporte público não seja pior do que transporte de carga e os trabalhadores sejam respeitados.
O que isso tudo tem relação com a Copa?
É que fica difícil para a população aceitar que seja feita uma festa em nosso país sem levar em conta tudo isso. É como dar uma festa na sua casa e para que ninguém veja a sujeira você simplesmente varra tudo pra debaixo do tapete. O ideal, o certo, o correto é que a festa trouxesse melhorias reais para nós. O governo de São Paulo por exemplo, não fez nenhuma intervenção que visasse a melhoria do transporte público para zona leste desde que foi anunciada que a Copa seria aqui; isso só pra citar um exemplo. 
Agora querem que nós façamos cara de felizes e recebamos os turistas como se nossas mazelas não existissem. Tudo bem! Posso até entender isso. Mas é muita sacanagem!
E como conheço a amabilidade, a alegria desse povo maravilhoso, tenho certeza que no fim das contas, todos serão muito bem tratados. (Menos os brasileiros pelos seus governantes)

sábado, 31 de maio de 2014

MULHERES QUE FLERTAM, PAQUERAM, OU MANTÉM CONTATOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU... O QUÊ?


Sinceramente eu não sei mais como as pessoas se conhecem neste momento...
Antigamente (odeio este termo saudosista) as pessoas paqueravam no transito, na rua, no metro, nas filas, mas hoje em dia...
No trânsito, os vidros estão sempre fechados e geralmente são escuros, então você não sabe se está paquerando um homem, uma mulher ou um psicopata.  Nas ruas, todos estão com pressa e com medo. Você pede uma informação e a pessoa abordada quase morre de susto até entender sua pergunta. No metro? Bem no metro, dependendo do horário você nem consegue se mover, o que dirá conversar... e por ai vai. - Estou falando de São Paulo, Brasil. Mas o pior de tudo é que ninguém se olha porque todos estão vidrados em seus smartphones, celulares, tablets, Iphones e não sei mais quais brinquedos tecnológicos. 
Brinquedos importantes, mas que definitivamente estão substituindo o momento do papo, da conversa olho no olho, da interação humana. Todos estão o tempo todo focados no minúsculo aparelho, interagindo em suas próprias solidões em meio a multidão.
Como se paquera? Como as pessoas se encontram?
As vezes vejo algum "gato" e não sei mais como abordar, como chamar sua atenção para além do joguinho, das mensagens, da rede social e não sei mais lá qual tipo de bobagem. Óbvio que sei a importância da rede. Afinal aqui esta meu blog se apropriando deste recurso; mas alguém ai se lembra do abraço, do sorriso trocado para sedução, dos olhares furtivos, do oi? 
Nossa paquera hoje é feita na sala de bate papo de uma página online. E minha pergunta é: isso é a evolução? Pretendemos evoluir para o sexual virtual total sem troca de fluidos? 
Cruzes!
Amo a troca de fluídos... 
Assistindo ao desenho Wall-E, uma animação de 2008, que fala sobre a vida de um robô que se apaixona por outro robô mais avançado, fiquei impressionada com as cenas onde se mostra como a raça humana ficou após anos de confinamento, inércia e inutilidade. Eles tem todo o tipo de conforto tecnológico, mais se tornaram obesos, vazios e solitários, sem ao menos se darem conta disso. Muito triste e possível. Vale a pena assistir e refletir.
Vamos pra rua interagir.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

MULHERES SEXUAIS

 
 
Apesar de tantos compromissos, eu me dei o direito nos últimos meses de ler alguns livros eróticos. Por pura curiosidade e no fim das contas utilizei do meu pensamento de pesquisadora.
Durante anos eu achei que minha vida sexual era "satisfatória", sendo que satisfatória aqui signifique: boa, proveitosa, agitada, e não sei mais o que. O caso é que sempre que avaliamos qualquer coisa olhando por um só ângulo, corremos o risco de avaliarmos mal e incorretamente. Lendo esses livros fúteis, vazios, cheios de clichês, e não sei mais quais tipos de bobagem, eu percebi que há mais na atividade sexual do que minha vã sexualidade podia imaginar. E fiquei triste comigo mesma por não ter tido possibilidades de exercer meu direito humano de enlouquecer na cama, em parte por culpa dos meus "mansos" parceiros que também não deviam ter conhecimento ou necessidade de buscar um sexo depravado; o prazer na sua essência máxima, sem limites ou regras; o prazer de uma boa trepada, quase num mergulhar num abismo.
Exagerado? Talvez, e daí.
Mas como, graças a Deus nunca é tarde para enlouquecermos em qualquer situação, eu resolvi fazer uma lista com todas as variáveis que estes "livrecos" me abriram.
Começando por testar meus limites, minhas vergonhas e meus desejos.
E para iniciar minha viagem neste mundo de sensações mais fortes fui num sex shop fazer umas comprinhas...rsrs.
 
Eis algumas sugestões de leitura tipo "sessão da tarde"...