segunda-feira, 11 de novembro de 2013

MULHERES QUE GOSTAM DE HOMENS


Omar Borkan
(Deus árabe)

Com todo respeito quero contar e compartilhar uma experiência...
Por sorte e felicidade meu rol de amigos é complexo e para minha alegria entre eles encontra-se um pequeno grupo de mulçumanos.
São pessoas festivas, amáveis, que ao te aceitarem na sua comunidade te recebem de braços abertos. Eles costumam se reunir nas mesquitas ou em clubes para confraternizar, dançar, comer e por várias vezes compareci a esses eventos. Em geral há músicos que tocam ao vivo e cantam as canções em árabe e as pessoas dançam... Mas há uma dança em especial – o Dabke – sobre quero contar.
É uma dança folclórica que apesar de ser originalmente masculina, pode ser vista sendo dançada por toda a família. Dançada em grupo, com as pessoas de mãos dadas formando uma roda ou uma meia-lua. Não há movimentos de braços e ou de quadril. A movimentação se restringe aos pés, que realizam uma variedade de batidas e passos no chão. A música é alegre, e quase sempre acompanhada de derbak e da flauta Mijwiz.
Comumente vê-se este tipo de celebração no Brasil por ocasião de encontros de árabes em bares, restaurantes ou festas. Por ser uma dança de fácil execução, é possível aprendê-la durante uma festa.
Mas muito mais do que isso, a dança é uma emanação da mais pura testosterona; onde homens másculos, viris, dançam de maneira vibrante, sexual, sensual, forte... para mim é quase uma dança primitiva, no sentido instintivo.
Em uma dessas festas, como em várias outras, em determinado momento todos começaram a formar a roda para dançar o Dabke e os homens ficaram no ínicio para puxá-la. Talvez fosse eu, ou  talvez fossem eles mas o grupo de homens emanou tanto sensualidade e de maneira tão espontânea e natural que a excitação foi inevitável.
Através da visão, da audição, do tato (já que seu corpo vibra com o ritmo) é como se seu sentido de feminino se intensificasse diante do grande erotismo dos movimentos masculinos.
É isso que eu chamo de sexualidade primitiva; nós podemos tentar controlar de todas as formas, mas ela está lá, latente em nosso ser. 
A dança, em si, tem esse sentido?... Não!... Eu a senti assim!


DELÍCIAAAAAAAAAAAAAA
 



Vejam esse vídeo para conhecer a dança em questão:


2 comentários:

Luciana Cavalcanti disse...

Que massa, Edi! Adorei!! E como é bonita realmente esta dança. Parece com algumas danças de folguedos nordestinos. Como lá temos forte influência moura, talvez essa seja uma delas. Muito bom!! Parabéns pelo texto e pelo blog que apesar de nunca ter tempo para comentar, sempre que posso vejo! Bjs!! Lu.

Edileine Carvalho disse...

Com certeza Lu. A cidade de Floriano, em Teresina (PI), por exemplo, recebeu 80 famílias árabes, a maioria síria nas últimas décadas do século 19 à primeira metade do século 20. Lá, ajudaram a formar o município e introduziram sua cultura que influenciaram os hábitos alimentares, arquitetônicos, artísticos, e vários outros.