quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

MULHERES 2015



Mais um ano termina e outro começa cheio de promessas. Como se a possibilidade da alegria sempre fosse uma coisa do futuro e nunca do presente.
Passei pelo meu aniversario e pelo Natal sem postar nada, mas me sinto na obrigação de me pronunciar; de agradecer publicamente por esse ano ESPETACULAR que vivi. 
"Meu" 2014 foi repleto de tantas alegrias, conquistas, de frustrações bem resolvidas, de amigos maravilhosos, de descobertas sexuais e internas, de estudos bem encaminhados, de realizações de sonhos antigos... Que só o que desejo é que 2015 mantenha esse nível, por que se for melhor, vai ser o cacete de perfeito! (Só pra lembrar que acho-o lindinho...rsrs).
Amei meu trabalho e minhas crianças!
Progredi no meu mestrado!
Fiz novos amigos e mantive os antigos!
Viajei pra Itália e tive as maiores emoções da minha vida até o presente momento!
Passei a entender o sexo dentro de mim de outra maneira!
Tive decepções importantes para o meu amadurecimento!
E tive experiências novas que abriu minha mente!
Parece muita coisa, mas tudo foi se dando de forma natural, sem me sobrecarregar ou me atropelar. Tudo fez parte de acontecimentos diários que eu fui absorvendo em minha vida levemente.
O que eu desejo para todos os meus amigos, para todos os meus seguidores e para quem for ler, é que sejam felizes.
Completamente!!!
Felizes sem amarras; por si mesmos; sinceramente. A felicidade real, aquela que parte das nossas necessidades reais e não das escolhas alheias. 
Por isso em 2015...
Experimente o novo... enfrente seus medos, de força as suas taras, aproveite a vida!
Cuide do permanente... amigos que ficam ao seu lado, mesmo os distantes fisicamente!
Abandone o que te faz mal... coisas, pessoas, hábitos, conceitos!
Observe... abra os olhos para enxergar o que você nunca viu!
Liberte... sua mente, seu corpo, suas emoções, suas fantasias, seus fetiches, seus egos!
Aprenda... com seus erros, com seus amigos, com suas decepções, com suas falhas!
Perdoe-se! Nunca o outro!
Viva...
UM EXCELENTE 2015!!!




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MULHERES SEXUAIS



Algumas coisas são libertadoras!
Sexo é uma delas se você souber lidar com o tamanho dessa liberdade.
Nós mulheres passamos a vida inteira, desde a mais tenra idade, escutando que sexo e amor tem que estar atrelados. Isso sem contar a necessidade de uma aliança na nossa mão esquerda que nos dê um pouco de respeitabilidade.
Bobagem! Babaquice! Castração!
Escutar eternamente a frase de que homem tem suas necessidades e nós queremos amor é de uma estupidez que me tira o ar. Porra! Nós mulheres temos necessidades também. Ficamos úmidas ao ver um homem gostoso, ao ter pensamentos libidinosos. E vou contar uma coisa: temos pensamentos libidinosos pra cacete. Nós mulheres gostamos de uma boa e indecente sacanagem.
Transar com um total desconhecido, por puro tesão atinge um grau de liberdade que abrange a alma. Mas é importante que você saiba onde esta pisando. Não pelo cara, que vai te comer assim que você der o sinal verde, mas por você mesma.
Se for "foder" por puro tesão com um delicioso desconhecido é bom ter em mente algumas coisas. Primeiro você o escolheu, não o contrário, senão seria um estupro.
Segundo, não fantasie sobre ele gostar tanto de transar com você que vai se apaixonar (isso me dá náuseas), nunca vá pra cama com um desconhecido com o livro de contos de fadas embaixo do braço.
Terceiro, não espere o telefonema do dia seguinte. Ele não vai ligar, não vai pedir um repeteco (pode haver exceções, mas não vamos focar nelas). Vai rolar um "muito obrigado pela ótima transa" e só.
Quarto, não dê uma de tímida. Você aceitou transar com um desconhecido. Se isso não é uma porta para você se soltar. O que mais seria? Seja o que quiser ser. Puta, vadia, mandona, dominadora, submissa... Vocês não vão mais se ver, então o julgamento dele não te interessa.
Quinto, USE A CAMISINHA. Se ele não aparecer com uma, tire a sua da bolsa e lhe entregue.
Agora diante de tudo isso, repito a pergunta. 
O que pode ser mais libertador do que transar com um desconhecido?
Não estou falando de encontrar um fulano na rua e levar ele prum canto (a não ser que essa seja sua fantasia). Eu, por exemplo, preciso de uma conexão, desenvolver um desejo pelo outro. Mas a formula cada mulher precisa encontrar a sua.
O mais importante de tudo isso, é você estar consciente do passo que vai dar. Sair dessa "pseudo relação" sem expectativas, sem traumas, muito feliz e com alguns orgasmos fabulosos.
Ai afirmo. Isso é libertador!
Experimente pelo menos uma vez na vida.



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MULHERES "ENCANTADAS"



Mulheres não se enganem!!!
Existe uma mulher "encantada" presa em nós por mais bem resolvida que sejamos. É um ser mítico que cresceu com a gente, nos educando (ou nos castrando) em relação a nossa afetividade. Ela tem muitos nomes, e muitas caras, e é sem dúvida uma dessas Mulheres em nós que eu cito no título do blog. 
Julieta... Bela Adormecida... Cinderela... Anastácia Stell... Isabela Swan... Mulheres carentes, vinculados a parceiros fortes e decididos, que resolvem tudo, que as salvam de um destino trágico da solidão e que portanto se tornam donos de suas felicidades. Essa mulher "encantada", produzida nesses inúmeros contos definiram por séculos modelos de amores eternos, de formas de amar e sermos amadas, que sempre esteve distante da realidade, mas que ainda assim fez seu papel em construir esteriótipos tristes de amores inexistentes dentro de nós. No inconsciente coletivo feminino nasceu um monstro chamado "príncipe encantado" que nos atormenta com a ideia de nunca sermos boas o suficiente, nunca adequada para o outro.
E mais uma vez mulheres, eu aviso! Essa mulher "encantada" esta ai dentro de você, vulnerável a esse tipinho que sabe o que dizer, como dizer e quando dizer. E antes que você perceba, seu alter ego sai da toca e coloca abaixo sua segurança, sua determinação e sua confiança. Por isso fique atenta a esse tipinho e não dê tanta importância se cair nessa armadilha.
Diverta-se com eles... deixem eles falarem o que você quer ouvir... deixem eles pensarem que são de fato, seus Romeu... Príncipe... Christian Gray... Eduardo Cullen...
São homens imaturos que julgam que precisam nos enganar, nos iludir para conseguir alguma coisa; como se não soubéssemos a diferença entre amar e foder.
Não se envergonhe em acreditar no amor, ou em se iludir, ou em ter fé no outro... Apenas fique atenta.
Cuidado com o limite que pretende dar as suas fantasias "encantadas". Não permita que eles ultrapassem a linha tênue da sua vida e coloquem abaixo suas convicções. Esse poder eles nunca terão se você se manter fiel as suas expectativas.
Eles são até bonitinhos, gostosinhos, mas no fundo são só isso.
Entre o príncipe e o caçador, fique com o caçador, ele pelo menos mostra suas armas logo de cara nos dando a chance de nos prepararmos.

domingo, 30 de novembro de 2014

MULHERES...LADO SOMBRIO



Quando comecei o blog, a intenção era discutir os medos, as inseguranças femininas, admitir nossos erros e tentar (minimamente) refletir sobre o quanto a sociedade moldou e molda nossas atitudes. Tentar entender, perceber o que eram nossas escolhas e as escolhas dos outros. Também afirmei lá no inicio de que não tinha nenhum título que certificasse as coisas que vinha postando. Todas as minhas opiniões aqui postadas eram apenas opiniões pessoais passíveis de críticas e erros. Minha única fundamentação é o fato de eu ser MULHER.
Por outro lado, os textos baseados em minhas experiências pessoais me deixa vulnerável, exposta, acessível num nível estranho de prever as consequências. Mas acredito que as vivências de uns ajudam o crescimento de outros. Então hoje resolvi me expor um pouco mais...

Meu coração anda apertado e hoje pela primeira vez (tenho 46 anos) pensei em fazer terapia. Não para fazer as perguntas, mas tentar encontrar as respostas para perguntas que venho fazendo desde os meus 7 anos e que com o tempo, com a maturidade venho lapidando e definindo. 

A primeira e primordial seria:
"Porque não consigo reverter o "não" amor do meu pai em relação a minha auto estima?"

...

O "não" amor dele modificou completamente a forma como lido comigo mesmo e o amor do outro e mesmo enxergando isso com clareza não consigo...
Sou muito bem resolvida em muita coisa. Não tenho problema em me relacionar, em fazer amigos, em fazer sexo (com amor e sem ele), não sou ciumenta, mas... Durante muito tempo tive muitos problemas com compromisso. Não conseguia pensar em trabalhar fixo (por isso me tornei free lancer), não conseguia pensar em casamento, nada de programas fixos em nenhuma situação... Isso foi se modificando com o tempo e fui ficando mais tranquila. Hoje trabalho em uma empresa, mudei de profissão, e quem me conhece sabe o quanto isso foi uma mudança em minha vida. A tatuagem, por exemplo, foi um marco nessa passagem; ela representa a aceitação do permanente na minha vida.
Mas ainda convivo com a dor de não ter sido amada por ele e o ódio por me sentir assim apesar de tantos anos de ofensas, perseguições, medos, abandono e nem sem mais o que...
Existe em mim uma sensação de que nunca serei amada por que não mereço. Como vou merecer ser amada por um homem se meu próprio pai foi incapaz disso. 
Óbvio que meu lado racional sabe que isso é idiotice, mas vai explicar isso para o meu inconsciente que passou toda a sua formação como mulher sendo pautada por esse "não" amor.
Tenho consciência que estou me desnudando por completo neste momento, mas sei que muitas mulheres sabem do que estou falando...
E o que dizer depois de viver 17 anos com um homem que foi incapaz de me amar também. (Mas eu posso até ouvir meu ego dizendo pra mim: "Você sabia que ele nunca te amaria. Que homem nenhum vai te amar.")
Não quero me fazer de coitada não. Por que isso não me impede de ser feliz, de viver, de fazer amigos, de estudar, de amar meu trabalho, de viajar, de ficar bem em minha própria companhia, de paquerar, de transar, de admitir minhas falhas e elogiar minhas qualidades, de seguir adiante...
É só um lado sombrio com o qual tenho que conviver, que tenho que negociar em alguns momentos, que tento ultrapassar e que com o passar do tempo vai ficando mais claro, mais palpável, o que facilita sua conclusão.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

MULHERES A BEIRA DA DEPRESSÃO



Eu tinha prometido para mim mesma que entraria no blog com mais frequência, tinha em mente que a proposta do blog sempre seria de alegria, discussões inteligentes e muito sexo, a meta era postar pelo menos dois tetos por dia, mas... 
Com o mestrado em andamento, disciplinas para cumprir, textos para ler e escrever...
Com o trabalho e as aulas para montar, pesquisar, estudar e aplicar...
E mais o dia a dia da casa, da família, da vida...
Eu não consegui! 
Não me culpo por isso e sinceramente faço o que posso.
Até consegui realizar um grande sonho e fui para Itália. Doze dias passando por Roma, Florença, Verona, Veneza e Milão. 
Minha intenção era e é escrever sobre essa viagem na página das dicas (aguardem).
Mas... Hoje...
Entrei aqui para falar de depressão. 
Como mesmo com um bom trabalho, estudando em uma das melhores universidades do país e tendo feito uma viagem dos sonhos, me sinto tão triste nos últimos três dias?
É uma sensação de melancolia muito forte, como se estivesse faltando alguma coisa.
Na verdade tenho uma metáfora perfeita para esses momentos da vida. Momentos que eu acredito que todos já vivenciaram.
"É como se estivéssemos boiando sobre um rio lodacento e que qualquer movimento pode nos fazer afundar."
Então vamos fingindo que a vida está ótima, que o trabalho é perfeito, que a relação afetiva é tudo de melhor e vamos nos mantendo na superfície. E basta essa melancolia se aproximar para nos fazer ver que as coisas não são bem assim.
Isso poderia gerar um grau de depressão irreversível, ou ao contrario disso, servir de trampolim para rever as coisas.
O trabalho está ruim, mude pra outro!
Os estudos estão te esgotando, descanse!
O relacionamento esta desgastado, separe!
Ou ainda:
Pense no porque o trabalho esta ruim. Ele não se encaixa mais nas suas expectativas ou você esta se cobrando demais?
Os estudos estão te esgotando porque você não esta encontrando a dinâmica certa ou você perdeu o foco?
O amor acabou ou você parou de investir na relação e se acomodou?
E por ai afora...
Os períodos de depressão não devem ser evitados, mas servir como um período de reflexão para melhorarmos como pessoa.

sábado, 4 de outubro de 2014

MULHERES COMEDORAS

Adam Levine... Comia!

Ontem publiquei essa foto no meu facebook e fiz exatamente esse comentário sobre ele: "Comia". E comia mesmo se tivesse chance e ele me olhasse...
Desejo! Puro desejo!
O surpreendente foi uma amiga achar engraçado uma mulher falando que "Comia", como se essa colocação, que eu concordo ser machista, fosse exclusividade dos homens.
Primeiro as palavras só ofendem quem se permiti ofender.
Segundo somos nós que literalmente comemos.
É a vagina que engole, que devora, que come o pênis e nunca o contrário. 
Em várias culturas há o mito da vagina dentada ou vagina com dentes, que antes de tudo fala sobre os perigos do sexo e incita o medo da castração por parte dos homens. Talvez ai esteja o medo dos homens.
Erich Neumann relata em seu livro, The Great Mother (Princeton: Princeton University Press, 1955) um desses mitos no qual "o herói vence a Mãe Terrível que possue uma piranha em sua vagina e ao quebrar seus dentes, ela se transforma numa mulher dócil"; ou seja, ele vence ao submetê-la.
Outro mito provém da fraqueza e impotência natural que o homem sente logo após ejacular, mas que antigamente despertava medos nos homens de que a mulher "engolia" suas forças e com isso acabava mais forte. 
Entre os nórdicos, a deusa Hel é representada por uma vagina e dominava Helheim, a porta entre os mundos.
Os cristãos deram o nome de Hel para o inferno e é ilustrada como uma porta alinhada com dentes.
No hinduísmo as mulheres são representadas por um pente, símbolo da vagina dentada.
Nas tribos indígenas norte americanas o mito aparece em centenas de contos e suas origens vem do conto primordial do qual fala Neumann.
Bocas, dentes, portas, vaginas que castram...
Quem come quem?



Agora me diz, Comia ou não comia?


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

MULHERES SEXUAIS



Nunca uso nomes aqui, mas vou citar uma nova amiga.
Obviamente durante um papo sobre homens, pintos e sexo...
Simmmmm!
Nós mulheres falamos sobre isso. Sobre como ELES são, como não são e como nós gostaríamos que ELES fossem. Também gostamos de olhar homens lindos e pensar todo tipo de sacanagens; também falamos sobre posições sexuais  que preferimos e das que não gostamos. Também nos divertirmos em falar todo tipo de obscenidade; mas voltando ao assunto...
Durante um papo sobre homens, pintos e sexo, essa nova amiga fez uma analogia sobre a resposta dos gêneros ao sexo, que eu adorei e que achei precisa.
"Os homens são como micro ondas e as mulheres são como forno a lenha!"
Geralmente, os homens não precisam de estímulos anteriores para o sexo, basta na hora do sexo ver a mulher nua, ou se esfregar nela, ou partir direto para o ato - a ereção acontece e pronto, temos o tipo micro ondas, ligou, funcionou. Já as mulheres precisam de um estímulo maior para chegar a lubrificação, ao desejo, a excitação, ou seja, como o forno a lenha a mulher precisa de tempo para chegar ao ponto certo, não dá pra tirar a roupa, dar uma esfregadinha e sair transando.  É preciso cortar a lenha, carregá-la até o forno, arrumar tudo do jeito certo, botar fogo, esperar formar a brasa, e só depois mandar ver e além disso quando acesa pode demorar muito apagar. Complicado?
Pro homem certo não!
O homem que compreende o tempo feminino, que dá valor a um bom sexo, que gosta de provar a mulher do jeito certo e isso não tem nada a ver com a idade, mas com a maturidade sexual.
Por que estou dizendo isso?
Por que geralmente os homens mais velhos ainda não se tocaram que não somos um depósito de espermas. (Veja bem, não estou generalizando). 
Mais é óbvio que existe, um problema na dinâmica deste processo que diz respeito a idade. 
As "meninas" acendem mais rápido (ainda usando a analogia da minha amiga), por que elas tem mais ânsia, mais fogo; enquanto as mulheres maduras pedem mais calma, mais atenção, mais quando acendem é para queimar por horas e horas. Já os "meninos" também respondem mais rápido, também tem mais fogo, mais tem a seu favor a capacidade biológica de conseguir várias ereções numa única noite; enquanto o homem maduro possui mais experiência e habilidade, que deveria compensar a única ereção da transa. 
Nessa linha de raciocínio (que não é exclusivamente minha) o ideal nas relações sexuais seria homens mais velhos com mulheres mais novas - por que a experiência dele vai aplacar o fogo dela; e os homens mais jovens com as mulheres mais velhas - por que como as mulheres mais velhas demoram mais para se aquecer, eles dão conta disso com o pequeno intervalo entre uma ereção e outra.
Isso é fato, vejamos dados de uma pesquisa:
Logo depois de ejacular, o homem perde a ereção e precisa de um tempo de recuperação, o chamado período refratário. Quanto mais velho, maior esse intervalo e menor o ângulo de inclinação do pênis durante a ereção. Fatores como o hábito de fumar ou uma vida sedentária também influenciam neste aspecto. Já os homens saudáveis que estejam num alto grau de excitação e tenham bastante intimidade com a parceira podem responder mais rápido.
(Fonte: Guia dos Curiosos - Sexo, de Marcelo Duarte e Jairo Bouer)
 
Tempo médio e ângulo de nova ereção variam com a idade
IDADE - Até 25 anos
NOVA EREÇÃO EM... - 10 a 15 minutos

IDADE - Entre 25 e 40 anos
NOVA EREÇÃO EM... - 30 minutos

IDADE - Entre 40 e 60 anos
NOVA EREÇÃO EM... - 2 a 6 horas

IDADE - Acima de 60 anos
NOVA EREÇÃO EM... - 24 horas

Isso já bastaria para nos fazer pensar no por que os encontros sexuais nem sempre são satisfatórios. Sem contar nos pensamentos muito impróprios sobre encontrar um gostosão de uns 28 anos que começaram a se formar na minha mente.


domingo, 21 de setembro de 2014

MULHERES E SUAS "NÃO ESCOLHAS"...


A ilusão social é cheia de armadilhas que caímos o tempo todo sem nem nos darmos conta.
Pensamos que estamos fazendo nossas escolhas dentro do princípio do "livre arbítrio", mas a verdade é que somos induzidos a escolher o que esperam que escolhamos. 
Por isso mesmo "tento" levantar questões aqui que pelo menos nos incite a uma reflexão. 
Geralmente sou extremamente mordaz, irônica e crítica; mas preciso concordar que grande parte da nossa sociedade esta feliz com a forma pela qual escolheram viver na sociedade. Portanto, casar, ter filhos, estudar, prosperar e toda sorte de metas sociais fazem parte dessa mescla de coisas que faz sentido para essa convivência. É assim aqui, em Roma, em Pequim, em Moscou... Mas minha eterna pergunta é sempre a mesma.
A escolha é sua ou é da sociedade que te cerca?
Você esta cumprindo um papel ou esta sendo feliz?
A mulher passou a acreditar que alcançou alguns tipos de direitos nestas últimas décadas, mas o que vejo me parece muito igual ao que se via a tempos atrás.
Mulheres com seus corpos expostos, sendo vendidas como mercadoria; sonhando com o príncipe encantado (que agora vem travestido de Christian Grey); atuando no mercado de trabalho, com até tripla jornada (mas ainda ganhando metade do salário); buscando uma imagem projetada pelos meios de comunicação que não condiz com a mulher real (com celulite, rugas, flacidez).
Se isso não é um tipo de escravidão social não sei o que é.
A aparência física, a maternidade, o estado civil, a profissão, não deve ser um imposição social, mas uma escolha interna independente, que no fim das contas nos traga a certeza da plenitude. E é essencial que as mulheres comecem a aceitar que as "não escolhas" também constroem essa plenitude sem com isso sermos menos ou mais.
Apenas mulheres distintas, com distintas escolhas.
E estar consciente disso inclui respeitar as "não escolhas" das nossas iguais - outras mulheres, que preferiram não serem mães, não serem esposas, não serem siliconadas, não serem obedientes, não serem certinhas, ou seja, simplesmente não serem essas coisas para justamente poderem ser outras coisas.
A vida é um aprendizado, mas é importante abrir o livro pra lê-lo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

MULHERES INSPIRADAS




É doloroso mas precisamos aceitar que TUDO tem começo meio e fim. A vida inclusive.

Uma viagem de férias termina...
As bocas se separam depois do beijo...
O corpo adormece depois do orgasmo...
O sonho acaba quando acordamos...
O relacionamento termina quando o amor desiste...
As rugas aparecem quando o corpo amadurece...
O riso cala quando as lágrimas surgem...
E a dor cessa quando a alegria toma conta...

São etapas da vida, nenhuma melhor ou pior do que a outra, mas todas necessárias para que possamos entender o processo.
Então perder alguma coisa, uma pessoa, apenas significa que passamos para outra fase.

Agora se a viagem durar.
Se as bocas não se separarem.
Se o corpo se manter acordado com orgasmo...
Se o sonho se mantiver vivo.
Se o amor não desistir.
Se as rugas enfeitarem seu rosto.
Se o riso e as lágrimas conviverem.
E se a dor durar apenas seu tempo.
E se nada tiver mais peso do que o necessário é porque tudo estará no caminho certo.
O caminho da evolução!

Obs.: Acabei de postar isso na minha página e achei que tinha compartilhar com vocês do blog.

sábado, 23 de agosto de 2014

MULHERES REVOLTADAS

http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/mulher-leva-cotovelada-no-rosto-de-dono-de-bar-e-e-internada-em-estado-grave-22082014#!/foto/1

Eu voltei de uma viagem maravilhosa e gostaria de postar apenas sobre isso, mas me deparei com uma imagem que me revoltou de tal maneira que abri mão de falar de minha alegria, para falar sobre NOSSA REVOLTA.
Que "puta que o pariu" foi a atitude daquele misógino "filho da puta" que agrediu a moça com uma cotovelada na cara?
E o que mais me revoltou...
Que diabo foi a atitude de todos os homens ao redor dele?
Porque se o agressor foi um cretino sem tamanho, a inércia dos outros ao redor não foi menos violenta. Todos ali compactuaram com o agressor. Tudo bem que uma violência não justifica outra, mas se eu estivesse ali e soubesse lutar, tinha lhe quebrado o braço (no mínimo)...
Aff...
Quando é que isso vai acabar?
Quando é que os homens vão parar de agir como se fossem os donos da razão, da verdade, dos limites, das regras, dessa merda toda?
E nem me venham com a porra da frase de que se fosse a mãe dele iria pensar melhor. A questão não é essa. Ele agrediu uma pessoa; agrediu uma mulher que é sim mais frágil que ele; agrediu uma pessoa desprevenida; agrediu porque não possuía argumentos, inteligência, discernimento... Nada. Agrediu porque é um ser patético que foi criado e acredita que o patriarcado ainda é viável.
Um sistema patriarcal que insiste nas guerras, nas diferenças, na violência, na discriminação, no machismo, em todo tipo de merda destrutiva e exclusiva.
Essa sociedade tem que mudar isso!
Tem que se revoltar e reagir a atitudes como essa!
Não é mais possível conviver com essa misoginia enrustida em homens que se dizem homens, mas são de fato outras coisas. Fracos, impotentes, vinculados absurdamente as suas ereções frágeis e inúteis para assegurar qualquer tipo de maturidade emocional. 
Aberrações; bestas em forma de gente, é assim que vejo essas criaturas que usam da força para se impor em relação ao mais frágil, sejam mulheres, crianças, idosos, segregados ou excluídos. 
REVOLTADA...


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BRUXAS... (mulheres)



Algumas coisas na vida são vivenciadas num estado de magia absoluta.
O amor, a saudade, a paixão, a felicidade, a alegria, enfim, sentimentos que nascem a partir de algum evento (ou não) e que cresce na gente e toma conta da nossa alma de fora pra dentro.
Mas existe em mim (e talvez em outras pessoas) uma sensação que parte de dentro para fora e que me toma em alguns momentos aleatórios e me dão uma sensação de plenitude tão grande que nem sei muito bem como descrevê-la. "Ela" se parece com aquele minuto antes de um mergulho numa piscina em um dia quente de verão; ou na primeira vez em que dirigimos nosso carro com carteira nova; ou ainda na plenitude depois do primeiro orgasmo... Essa sensação se espalha pelo meu corpo e me deixa tão feliz, tão plena que sempre choro, onde quer que eu esteja e só o que faço é agradecer.
A partir do momento em que passei a perceber esse instante sublime, me imbui da certeza de que esta brisa suave que atravessa minha alma é a aproximação do meu anjo, do meu protetor, do Espírito Santo, de um Deus, de um criador... Seja lá como vocês queiram denominar...
Eu agradeço pela oportunidade de vivenciar as coisas que estou vivenciando e ter a capacidade de perceber esse presença divina no meu entorno; agradeço a chance de poder agradecer e ter consciência de ver as bençãos que recebo e acima de tudo SOU FELIZ por "estar" Edileine, de ser essa pessoa que possui a capacidade mágica de ser inflamada por essa brisa divina que por um milésimo de segundo me aproxima da essência de minha alma.

OBRIGADO...

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MULHERES FELIZES


Há alguns anos atrás uma amiga da minha irmã me perguntou, com as sobrancelhas franzidas, como eu podia me sentir feliz morando com minha mãe, sem ter meu carro, sem ter feito grandes viagens e sem ter um trabalho.
Não me ofendi na época, e não me ofendo agora ao lembrar.
Acima de tudo por que ela não me conhecia. Não a minha alma.
Na época morava sim com minha família, não tinha carro, tinha feito minhas viagens (nem grandes, nem pequenas), era freelancer e era feliz.
Hoje continuo morando com minha família (minha base, minhas amigas e temos uma relação ótima), continuo sem carro (detesto dirigir, ter que me preocupar com vagas para estacionar, com seguro, gasolina - prefiro táxi, ele que se preocupe com isso), continuo com minhas viagens e hoje sou professora de artes e sou feliz.
Não vou aqui falar mal dessa pessoa, não é o caso. O que quero é questionar a nossa relação com essa sensação que é se sentir feliz.
Felicidade não é uma coisa. É uma emoção, uma sensação, um estado de espírito e justamente por isso, ela não é mensurável, num possui um parâmetro de calculo. E é individual. A felicidade é uma busca, que as vezes da trabalho. Desde que "ela" me fez esse comentário triste (para ela) eu graduei, entrei no mestrado, fiz pelo menos umas três viagens pelo Brasil, fiz grandes amigos novos, amei os amigos antigos, beijei na boca, me diverti, comi, ri, dancei, e acima de tudo fui feliz com cada uma dessas coisas. Por que não basta ter ou fazer, é preciso vivenciar.
Mas de tudo isso, o melhor é que daqui a pouco vou realizar um grande sonho - ir pra Itália. Um sonho de uma vida.
Poderia ter ido antes? Não!
Uma das maneiras de encontrar a felicidade é entender que cada coisa tem um tempo pra acontecer. Um tempo feito unicamente pra você e pra mais ninguém. Se você respeitar esse tempo, entender a perfeição com que as coisas acontecem na sua vida, você vai ser capaz de ser feliz com qualquer coisa.


terça-feira, 29 de julho de 2014

MULHERES MENOPAUSADAS


Existe uma tendência dos meios de comunicação em generalizar as conclusões, talvez por que isso facilita a assimilação dos conteúdos. Então alegar que as mulheres na menopausa tendem a ter sua libido diminuída, com uma secura vaginal que dificulta as relações sexuais e não sei mais qual distanciamento das atividades envolvendo sexo, é quase o mesmo que afirmar isso como factível.
Bem, mais uma vez sou exceção a regra...
Estou no processo de menopausa. Um processo porque ainda estou transitando entre períodos longos sem menstruação e um mês tendo. É bom que se diga que sempre detestei menstruar... Detestei mesmo! E por longo período adotei o procedimento de suspendê-la para meu total conforto. O corpo é meu, portanto eu decido sobre ele.
Mas o fato é que estou indo completamente na maré inversa da afirmação acima. Estou cada vez mais interessada em sexo, na verdade com um aumento de 1000% de libido e sem nenhum sinal de secura vaginal (muito pelo contrário). Isso até me deixou preocupada, já que somos condicionadas a acreditar nessas alegações. Se meu corpo não estava se comportando como era esperado, era por que eu estava com algum problema. Daí parei e pensei... (Uma boa atitude)
Porque eu estaria com algum problema? Por que meu corpo reagiria de maneira independente.
Ora cada corpo é um corpo. E fico feliz pelo meu não estar abandonando um dos grandes prazeres da vida – literalmente.

Então aconselho as meninas e meninos: não esperem o óbvio, mas estejam preparados para escutar seus corpos, perceber as reações naturais ao envelhecimento, que nem sempre pode ser limitante. Muito pelo contrário. Ao ter sua menstruação suspensa, o medo de uma gravidez  indesejada deixa de existir e, portanto ficamos mais livres (lembrando sempre a importância da camisinha) e ai o sexo perde um de seus estigmas.


Quero a participação de vocês (seguidores e visitantes):

Como vocês estão lidando com a menopausa (ou andropausa, para os meninos)?

domingo, 27 de julho de 2014

MULHERES SEXUAIS



Algumas coisas mudaram e outras permanecem as mesmas de maneira indissolúvel. Uma delas é a diferenciação brutal entre homens e mulheres. Tanto no que concerne a sociedade, quanto ao convívio entre os casais. Mas apesar do machismo e todos os demais aspectos do preconceito, vou tratar apenas da imagem.
Já falei várias vezes que nossa sociedade é uma sociedade imagética. Vivemos, nos comunicamos e interagimos através da imagem; o facebook, o whatsApp e demais recursos não me deixa mentir. Antes de sermos pessoas, somos imagens.
Algum problema com isso?
Nenhum! É nossa contemporaneidade, nossa realidade.
O problema é que essas imagens ainda passam por um filtro masculino. São os “meninos” que definem qual é boa, qual é ruim. Duvidam? Vamos analisar juntos.
Tenho uma página no facebook (secreta, onde só os membros – femininos, vêem ou compartilham o que ali é postado), e mesmo assim uma imagem foi retirada sem minha anuência e eu fui abertamente censurada e ameaçada por isso.
Ameaçada sim, de ter minha página principal bloqueada.
Qual era a imagem: DE UM PÊNIS.
Pois bem, eu posto diversas imagens eróticas nesta página, incluindo nus femininos – que nunca sofreram sanção de nenhuma espécie – fotos de casais seminus e por ai afora. Então qual não foi minha surpresa ao ter especificamente esta foto censurada. E por que o PINTO, ainda causa estranhamento quando exposto?
Já que o elemento fálico, que inclusive aparece indiretamente em diversas configurações a nossa volta, é aceito.
O pênis ereto sempre foi considerado um símbolo de poder, de força, de vitalidade, não é de estranhar que um homem que não tenha uma ereção aceitável se sinta menos homem. Como extensão desse poder o homem foi desenvolvendo objetos que ampliavam essa sensação de poder: a espada; o tacape; a arma (objetos de guerra); o obelisco, os marcos (objetos arquitetônicos) e assim por diante.
Então se a preocupação é deixar claro a importância de uma “boa” ereção fico em dúvida sobre qual o problema da exposição de um PINTO ao vivo e a cores. Porque a TV, o cinema, a publicidade, as revistas (só pra citar alguns meios que trabalham com a imagem) liberam o nu frontal feminino e não o masculino?
Qual o problema? Ele é feio? Agressivo?
A faça-me o favor... Eu particularmente acho um homem nu lindo e o design de um pênis e seu saco é incrível. Possui uma estrutura arquitetônica linda e ereto é uma obra da natureza.
Imaginar que a ereção é uma complexa interação psicológica, neurológica, vascular e endócrina, onde o fluxo sanguíneo temporariamente aumenta e é armazenado no pênis, de forma que ele aumente e se eleve. Tudo isso a uma resposta sexual masculina a uma estimulação sexual. E vamos admitir, vê-lo crescendo é um deleite.

Por tudo isso, esta na hora da sociedade parar de avaliar, julgar e liberar as imagens pelo viés machista. Nós mulheres gostamos sim de ver um homem nu.


sábado, 19 de julho de 2014

MULHERES MORTAIS



Quanto tempo você tem de vida?

Quanto tempo você já viveu?

Mas viveu mesmo, não uma pseudo vida, mas sua própria vida, com suas escolhas, com seus riscos; sem interferências sociais, religiosas ou emocionais...
SOMOS MORTAIS e vivemos como se não fossemos. Nossos corpos são frágeis, suscetíveis a todo tipo de situações exterminadoras e vivemos nos arriscando conscientemente:  fumamos, comemos mal, bebemos em excesso, nos tornamos seres sedentários e acima de tudo nos agredimos deixando de fazer o que desejamos pelo medo de não sermos aceitos, de não nos enquadrarmos, de não cumprirmos nossos papéis.
SOMOS MORTAIS  e deixamos de valorizar o tempo que temos com as pessoas que amamos. Nossa família, nossos amigos, nossos bichos, nossa casa, nosso trabalho, nossos livros, nossa solidão... Deixamos de dizer o que realmente importa para jogarmos fora palavras vazias. Deixamos de sentir o que realmente importa para em troca gerarmos doenças em nós mesmos. Abandonamos a liberdade interna para vivermos a vida que "outro" planejou para nós, ou pior, deixamos de viver nossa vida para controlarmos a vida do outro.
SOMOS MORTAIS e passamos pela vida como covardes, com medo de tudo: de arriscarmos; de experimentarmos; de perder; de ganhar; de amar; de dizer o que pensamos; de assumir nossas escolhas; de abandonar padrões; de aceitar as diferenças; de ir contra; de ir a favor; de dizer não; de dizer sim; de parar; de correr; de fugir; de ficar; de casar; de separar; de largar o emprego; de mudar de cidade; de ir atrás dos sonhos; de...
SOMOS MORTAIS; nós morremos.

Quanto tempo você tem de vida?

Quanto tempo você já viveu?

QUANTO TEMPO VOCÊ TEM PELA FRENTE? COMO VOCÊ PRETENDE APROVEITÁ-LO?

É só diante da eminência da morte que nos fazemos essas perguntas; é só neste momento que nos damos conta da nossa fragilidade, da nossa temporalidade. Nós temos começo, meio e fim. Temos prazo de validade. Viver é um presente, uma dádiva; então porque não aproveitar isso ao máximo. Seja feliz sem culpas, enfrente seus medos, esteja presente em você mesmo o tempo todo. Lembre-se...
SOMOS MORTAIS.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

MULHERES DEPRIMIDAS



Infelizmente temos a tendência de menosprezar algumas doenças, especialmente as mentais, como se elas definissem mais problemas de caráter do que de saúde. Talvez essa seja uma herança cultural de uma época onde os doentes mentais eram extirpados da sociedade de maneira que sua presença não envergonhasse seus pares. A história demonstra que os tratamentos indicados para essas pessoas eram de uma crueldade só comparável as torturas de guerra, e até recentemente existiam espaços voltados a seus confinamentos...
Assisti a uma entrevista com o Dr. Rodrigo Bressan, médico psiquiatra, neurocientista e pesquisador dos processos de adoecimento do cérebro no programa da Marília Gabriela e achei excelente ele responder que todas essas doenças "pseudo" modernas, como a bipolaridade, as síndromes do pânico, etc, não são modernas coisa nenhuma. Existem registros médicos sobre a existências delas desde a Grécia antiga, apenas tinham outras designações, ou seja, a mente humana sofre... Ponto... E menosprezar quem sofre desses distúrbios alegando fraqueza de caráter é no mínimo sinal de arrogância. 
A depressão não é frescura. Ela mata!
Uma pessoa pode ir perdendo a vontade de viver com tal grau de severidade que nada mais reste a ela do que se matar. A depressão é paralisante, angustiante e solitária. Como o doutor disse, existem vários graus da doença, dos mais graves - que leva ao suicídio; ao leve - que pode acompanhar a pessoa por uma vida inteira de tristeza e incapacidade na busca da felicidade. Isso é terrível. 
Por isso, temos a obrigação de prestar atenção em quem amamos, de perceber se aquela pessoa que convive conosco todo dia mudou sua rotina, parou de sorrir, começou a se isolar, a ficar mais silenciosa do que o normal, fica horas na internet ou a se nega a conviver ou sair de casa. 
Como eu sei disso? Eu tive uma crise de depressão por longos 10 meses da minha vida e foi enlouquecedor; primeiro porque havia um sofrimento real dentro de mim e segundo porque eu sabia que havia alguma coisa errada comigo, mas não sabia o que era e nem como sair daquela situação. Mas com o apoio da minha família sai dessa e voltei a ser eu. 
Então não julgue quem sofre desses males.
Depressão, bipolaridade, síndromes do pânico, etc não são doenças de pessoas fracas, nem doenças de gente rica que não tem o que fazer, muito menos coisa de gente desocupada... Existe um sofrimento real por trás disso, agravado pela vergonha em admitir e saber que receberão ao invés de apoio, esses tipos de comentários.
Ajudem! Apoiem! Amem seu próximo!


domingo, 6 de julho de 2014

MULHERES E A COPA DO MUNDO



Não vou nem tentar fugir do estereótipo de que nós mulheres assistimos futebol para ver os atletas e que não entendemos nada sobre o esporte. Nem vou tentar dizer que aqui em casa (com três mulheres) assistimos, entendemos e discutimos a tabela da Copa, fazemos analises táticas e prestamos atenção em mais do que pernas e peitos. 
Não que não prestemos atenção nisso também.
Mas nesta Copa uma coisa me chamou atenção, o uniforme dos jogadores. Camisetas super justas, demarcando ostensivamente os músculos que definitivamente cresceram em comparação com outras Copas. É óbvio que liguei isso com a força da mídia e nossa sociedade imagética, onde a imagem vale mais do que mil palavras ou ações. Uma relação direta com prender-nos na frente da TV; aos homens pelo esporte, e a nós mulheres pelos belos físicos, já que é só isso que esperamos.
... (suspiros de tédio)
Mas é fato de que os jogadores de futebol hoje são muito mais do que apenas isso. Temos o David Beckham para provar isso. O cara é o rei do marketing esportivo; ele vende roupas, cuecas, relógios, perfumes, marcas estilosas de roupas e nem sei mais o que...
Mas o fato é que eu adoro futebol, gosto de ver um bom jogo, onde os dois times possuem um bom ataque e uma defesa bem armada, onde nenhum dos dois jogue na retranca; com bons laterais que cruzem a bola com perfeição na cabeça do atacante ou de um zagueiro bem colocado. Aliás que gol maravilhoso o gol do Van Persie da Holanda contra a Espanha. E que jogo fantástico o de ontem entre Holanda e Costa Rica.

Mas mantendo o estereótipo, vamos aos gatos da Copa 2014...

Xabi Alonso - Meio de campo da Espanha

Begovic - goleiro da Bósnia

Karnezis - goleiro da Grécia

Boateng - meio de campo de Gana
Lavezzi - Atacante da Argentina







domingo, 8 de junho de 2014

MULHERES INDIGNADAS



Vamos falar do assunto do momento...Copa do Mundo no Brasil

Aqui no blog eu não costumo falar de temas que de alguma maneira não dizem respeito a nós mulheres, mas como eu gosto de futebol, costumo frequentar estádios de futebol e entendo tudo sobre o esporte, achei interessante a 4 dias da abertura da Copa no meu país falar sobre isso; e existem inúmeras discussões que foram levantadas com a eminência da abertura. Discussões políticas, discussões sociais e discussões econômicas.
Apesar do que alguns dizem, as manifestações, greves e debates estão sim se aproveitando da situação, afinal de que outra maneira obteríamos visibilidade das autoridades. 
O que é inevitável levar em conta é que os problemas sociais são reais e  o povo não aguenta mais. Eles são consequências da preparação da Copa? É claro que não!
Eles são resultados apenas do governo petista? É claro que não!
Eles se resolveram apenas com as eleições? É claro que não!
Os problemas brasileiros, o descaso com as nossas necessidades básicas (Educação, Saúde, Segurança, etc) fazem parte de uma conjunção histórica/social de governos que nunca se preocuparam de fato com a população deste país.
Dentro das teorias econômicas que tratam da "periferia/semi periferia e centro", o Brasil estaria neste momento encaixado entre os países semi periféricos, aqueles países que continuam fornecendo produtos para os países de centro e inseridos completamente na economia mundo. Mas se supõe que o próximo passo seria entrar para o seleto grupo dos países do "centro" e para isso também supõe-se uma busca pela melhoria social do país, onde a educação seja prioridade, onde a carga tributária seja coerente, onde os impostos se revertam em benefícios, onde a saúde seja para todos e de qualidade, onde o transporte público não seja pior do que transporte de carga e os trabalhadores sejam respeitados.
O que isso tudo tem relação com a Copa?
É que fica difícil para a população aceitar que seja feita uma festa em nosso país sem levar em conta tudo isso. É como dar uma festa na sua casa e para que ninguém veja a sujeira você simplesmente varra tudo pra debaixo do tapete. O ideal, o certo, o correto é que a festa trouxesse melhorias reais para nós. O governo de São Paulo por exemplo, não fez nenhuma intervenção que visasse a melhoria do transporte público para zona leste desde que foi anunciada que a Copa seria aqui; isso só pra citar um exemplo. 
Agora querem que nós façamos cara de felizes e recebamos os turistas como se nossas mazelas não existissem. Tudo bem! Posso até entender isso. Mas é muita sacanagem!
E como conheço a amabilidade, a alegria desse povo maravilhoso, tenho certeza que no fim das contas, todos serão muito bem tratados. (Menos os brasileiros pelos seus governantes)

sábado, 31 de maio de 2014

MULHERES QUE FLERTAM, PAQUERAM, OU MANTÉM CONTATOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU... O QUÊ?


Sinceramente eu não sei mais como as pessoas se conhecem neste momento...
Antigamente (odeio este termo saudosista) as pessoas paqueravam no transito, na rua, no metro, nas filas, mas hoje em dia...
No trânsito, os vidros estão sempre fechados e geralmente são escuros, então você não sabe se está paquerando um homem, uma mulher ou um psicopata.  Nas ruas, todos estão com pressa e com medo. Você pede uma informação e a pessoa abordada quase morre de susto até entender sua pergunta. No metro? Bem no metro, dependendo do horário você nem consegue se mover, o que dirá conversar... e por ai vai. - Estou falando de São Paulo, Brasil. Mas o pior de tudo é que ninguém se olha porque todos estão vidrados em seus smartphones, celulares, tablets, Iphones e não sei mais quais brinquedos tecnológicos. 
Brinquedos importantes, mas que definitivamente estão substituindo o momento do papo, da conversa olho no olho, da interação humana. Todos estão o tempo todo focados no minúsculo aparelho, interagindo em suas próprias solidões em meio a multidão.
Como se paquera? Como as pessoas se encontram?
As vezes vejo algum "gato" e não sei mais como abordar, como chamar sua atenção para além do joguinho, das mensagens, da rede social e não sei mais lá qual tipo de bobagem. Óbvio que sei a importância da rede. Afinal aqui esta meu blog se apropriando deste recurso; mas alguém ai se lembra do abraço, do sorriso trocado para sedução, dos olhares furtivos, do oi? 
Nossa paquera hoje é feita na sala de bate papo de uma página online. E minha pergunta é: isso é a evolução? Pretendemos evoluir para o sexual virtual total sem troca de fluidos? 
Cruzes!
Amo a troca de fluídos... 
Assistindo ao desenho Wall-E, uma animação de 2008, que fala sobre a vida de um robô que se apaixona por outro robô mais avançado, fiquei impressionada com as cenas onde se mostra como a raça humana ficou após anos de confinamento, inércia e inutilidade. Eles tem todo o tipo de conforto tecnológico, mais se tornaram obesos, vazios e solitários, sem ao menos se darem conta disso. Muito triste e possível. Vale a pena assistir e refletir.
Vamos pra rua interagir.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

MULHERES SEXUAIS

 
 
Apesar de tantos compromissos, eu me dei o direito nos últimos meses de ler alguns livros eróticos. Por pura curiosidade e no fim das contas utilizei do meu pensamento de pesquisadora.
Durante anos eu achei que minha vida sexual era "satisfatória", sendo que satisfatória aqui signifique: boa, proveitosa, agitada, e não sei mais o que. O caso é que sempre que avaliamos qualquer coisa olhando por um só ângulo, corremos o risco de avaliarmos mal e incorretamente. Lendo esses livros fúteis, vazios, cheios de clichês, e não sei mais quais tipos de bobagem, eu percebi que há mais na atividade sexual do que minha vã sexualidade podia imaginar. E fiquei triste comigo mesma por não ter tido possibilidades de exercer meu direito humano de enlouquecer na cama, em parte por culpa dos meus "mansos" parceiros que também não deviam ter conhecimento ou necessidade de buscar um sexo depravado; o prazer na sua essência máxima, sem limites ou regras; o prazer de uma boa trepada, quase num mergulhar num abismo.
Exagerado? Talvez, e daí.
Mas como, graças a Deus nunca é tarde para enlouquecermos em qualquer situação, eu resolvi fazer uma lista com todas as variáveis que estes "livrecos" me abriram.
Começando por testar meus limites, minhas vergonhas e meus desejos.
E para iniciar minha viagem neste mundo de sensações mais fortes fui num sex shop fazer umas comprinhas...rsrs.
 
Eis algumas sugestões de leitura tipo "sessão da tarde"...
 


 
 

MULHERES QUE RETORNAM

Oi queridos amigas (os). Primeiramente me desculpem pela minha ausência, mas tive inúmeros problemas com o blogger e fiquei 3 meses sem conseguir acessar minha página. Espero que isso tenha se resolvido definitivamente.
 
Vamos lá falar de alguns fatos que se acumularam nesses meses forçados de silêncio...
  1. O avião da Malaysia Airlines transportando 239 pessoas perdeu contato com os controladores de tráfego aéreo, em rota de Kuala Lumpur para Pequim e até agora nada... verdadeiro "lost". 
  2. A crise na Criméia. Putin fez algumas ofensivas para tenta recuperá-la. A região fez parte da Rússia a partir de 1783 e nos primeiros anos da União Soviética era uma república autônoma dentro da federação. O líder soviético Nikita Khrushchev transferiu o território à Ucrânia em 1954. A crise acabou sem nm começar... graças aos diplomatas. 
  3. A crise da Petrobrás que envolve a compra, em 2006, de 50% de uma refinaria de Pasadena (EUA), agora sob suspeita de superfaturamento. Que até agora só gerou CPIs...
Maifestações, crises, ônibus queimados, Copa do Mundo, conflitos e muito mais...

O que me fez perceber que tudo esta tão acelerado que não somos mais capazes de lembrar dos acontecimentos de nossas próprias vidas...uma loucura. Mas vamos em frente que atrás vem gente...

Se não houver mais problemas técnicos, volto a postar com frequência.

Beijos.

domingo, 30 de março de 2014

MULHERES SEM NOÇÃO



Não se enganem!
Não acreditem que a responsabilidade pelo machismo é apenas dos homens!
Nós mulheres temos 50% de culpa pelo comportamento deles. Somos nós - MÃES - que os educam para a sociedade. Somos nós - MÃES - que acabamos repetindo padrões educacionais abomináveis. 
Como, ainda, repassarmos aos meninos que eles não devem chorar; que existe brinquedos de meninos e meninas;  que tarefas domésticas são para as meninas... isso não é educar.
ISSO É COMPACTUAR COM A MANUTENÇÃO DE PADRÕES SOCIAIS ARCAICOS E PRECONCEITUOSOS...
Já fiz várias críticas, aqui mesmo, sobre as mulheres que abusam da vulgaridade, daquelas que usam o corpo para se darem bem; mas nunca, em momento nenhum fiz essas criticas levando em conta a opinião masculina para nossa mudança de atitude. Minha discussão é das mulheres com as mulheres. Tentando com isso levantar outras possibilidades. Também trato aqui da sexualidade feminina e nosso direito ao orgasmo, ao sexo livre, a busca sem barreiras pelo prazer. E para mim, essa busca nos torna pessoas completas, melhores, conscientes de quem somos e do que queremos.
Mas ouvir uma mulher dizer que concorda com os 65% que acreditam que a culpa dos estupros realmente é culpa das roupas curtas que usamos é o FIM DO MUNDO...
É o mesmo que dizer que a culpa pelo assalto é do contribuinte que compra seu carro novo, ou atende seu celular de última geração. Que a culpa pelo assassinato é da vítima que estava andando sozinho ao sair da faculdade a noite... É transferir a responsabilidade masculina para nós mais uma vez. Fala sério!!!
Uma mulher como essa vai educar seu filho homem com esses conceitos ridículos de gênero. E manter os comportamentos monstruosos. A construção de uma sociedade saudável é responsabilidade de todos.
Essa evolução de pensamento esta ao alcance de todos. É uma questão de inteligência; de respeito; de maturidade e de uma espiritualidade evoluída.

sábado, 29 de março de 2014

MULHERES... estupradas





Não existe violência maior contra a mulher do que essa!
Uma agressão que atinge o corpo, a alma, a mente, o coração, a vida...
Uma situação que não condiz mais com a época, com a nossa evolução material, tecnológica, com toda informação disponível e com essa geração "pseudo moderna".
Nos últimos dias esse tema tem entrado nas discussões das redes sociais e surgiram dados alarmantes, aterrorizantes e inacreditáveis. Como por exemplo os dados de uma pesquisa do IPEA que revelou que 65% dos brasileiros alegam que as mulheres que usam roupas curtas curtem serem atacadas. E as notícias dos vários ataques sofridos pelas mulheres dentro dos trens do metrô de São Paulo. Só pra começar.
Isso tudo é assustador! E como futura historiadora, só o que me vem à cabeça são todos os inúmeros  fatos contra as mulheres escritos nos livros oficiais e não oficiais da história da humanidade.
  • A caça as bruxas, e suas fogueiras.
  • A castração física, emocional, espiritual.
  • A obrigatoriedade de casamentos por acordo.
  • Nosso obrigação pela manutenção de nossa virgindade.
  • O controle patriarcal absoluto.
  • A negação de todos os nossos direito sociais.

E tantas outras coisas, que não haveria página suficiente caso eu quisesse explicitar cada um desses elementos acima... Cada um com uma infinidade de subitens.
Mais o que realmente me entristece, é ouvir as vítimas se sentirem responsáveis pelos ataques. Como se a condição feminina tivesse um papel preponderante na reação masculina. 
ISSO É UM ABSURDO!
Nós temos o DIREITO de vestirmos o que desejarmos, de nos comportarmos como quisermos, de escolhermos nossos parceiros sexuais, de falarmos o que pensamos e convivermos dentro de todos os âmbitos sociais. E NENHUM homem pode nos julgar por isso. Esse direito é um direito de cidadania e não de gênero.
Em pleno século XXI essa discussão é patética. Escutei um psicólogo dizer na TV que os homens que tem esse comportamento são doentes. Tudo bem? Mas por que a sexualidade adoece só os homens? O estupro é uma violência das mais antigas e recorrentes e sempre inerente ao comportamento masculino. Então, mais uma vez eu pergunto: Por que as mulheres assustam tanto os homens que fazem com que eles nos agridam com uma violência tão destruidora como o estupro? Uma violência que fere nossa alma!
E só o que posso dizer as mulheres é que não se calem!
Denunciem!
Gritem!
Já conquistamos tanto, que não há espaço para desistir agora!



domingo, 23 de março de 2014

MULHERES E SUAS "TINTAS"




Amo tatuagem, sempre amei. E agora aos 46 anos decidi fazer uma grande, poderosa, com significado. E o maior significado é o interno.
Sempre fui uma pessoa livre, especialmente no que dizia respeito ao pensamento; e mesmo assim cedi inúmeras vezes ao Sistema. Esse Sistema que escrevo sempre com letra maiúscula por considerá-lo abrangente, onipresente e absurdamente castrador. Mas também não posso me isentar das minhas culpas. Um dos motivos pelos quais demorei tanto para fazer a tatuagem foi meu medo do permanente.
Optei desde cedo por não ter chefe, não trabalhar confinada, de não ser controlada pelos horários e consegui muito bem por bastante tempo; só que isso incluía o medo pelo compromisso, tanto emocional, quanto intelectual. E assim fui vivendo, MUITO BEM, OBRIGADO.
Graças a uma criação sensacional (já falei bastante disso aqui), evolui naturalmente para um estado de aceitação desse compromisso interno, inclusive comigo mesmo. Hoje estou pronta para me fixar.
A faculdade me trouxe isso aos poucos; dar aula com horários me trouxe isso; ter salário fixo também; e agora com o mestrado, com uma vida mais madura (mas não chata) eu consigo lidar com o permanente na minha vida.
A tatuagem precisa disso, dá nossa aceitação do permanente.
Essa "tinta" na minha pele reflete isso e significa essa EVOLUÇÃO. O significado do Lírio é Amor Eterno, quem o batizou assim foram os povos chineses, que o cultivam há mais de 3000 (três mil) anos. Na China, o Lírio, significa fartura e calor, é a flor associada à chegada ao Verão chinês. Ela esta em construção e talvez cresça até meu quadril... rsrs...

Não fiz a tatuagem com o intuito de ficar sexy , mas achei engraçado quando me deparei com a seguinte definição num blog: http://papodehomem.com.br/mulher-tatuada-e-um-tesao/

Mulher tatuada é um tesão. Não aquelas com uma fadinha, estrela, ou rabiscos básicos em locais manjados. Mas aquelas com o corpo coberto e o braço fechado, que carregam nas costas uma obra de arte feita de agulha, tinta e sangue.
A teoria
O processo de fazer uma tatuagem grande é muito interessante. São diversas horas de dor e sangramento. Dor suportável mas intensa. Não é coisa pra menininhas frescas e fracas.
Uma mulher com o braço todo tatuado aguentou pelo menos dez horas de agulhada em prol do seu visual. Amigo, se ela aguenta dez horas de dor por um desenho, imagina o que ela é capaz de fazer por outras coisas?

E o incrível...não sinto dor nenhuma, enquanto rola a tatoo eu fico batendo papo de boa. Melhor pra mim... rsrsrs


Meu tatuador e amigo:
Anderson Hipolito