quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MULHERES BRUXAS



Por milhares de anos, nós, mulheres sofremos diversas formas de violência; violências físicas e castradoras. Mas entre todas as formas de violência, a psicológica tirou de nós a nossa magia. E que me desculpem os simplistas, mas a magia a que me refiro vai além do arquétipo da maternidade idealizada.
Fomos no percurso da história sendo transformadas em modelos sociais do que os homens acreditavam ser pertinentes aos nossos papéis (e dos quais as mulheres reiteraram).
  • Mães
  • Esposas
  • Amantes submissas
  • Educadoras
  • Prostitutas (mantidas em segredo)
  • Avós
  • Donas de casa
E agora, além das “qualidades” anteriores...
  • Empresárias de sucesso
  • Excelentes amantes
  • Donas de corpos esculturais
  • Castas na rua e putas na cama
Capazes de realizar dezenas de tarefas ao mesmo tempo sem cansar.
Nos tornamos, finalmente, a MULHER MARAVILHA!


O pior é que acreditamos nos papéis, nos títulos e nos esquecemos da nossa magia interna. Por que antes de sermos ou assumirmos qualquer destes papéis somos mulheres; seres especiais. Nós sangramos todo mês; oscilamos como a maré; geramos outro ser; nossos seios produzem comida; temos uma intuição natural sobre algumas coisas; temos uma sensibilidade as coisas a nossa volta; cuidamos; possuímos uma compaixão inata... Perder nossa essência feminina no decorrer da vida foi uma grande agressão.


Conheço algumas mulheres que entraram em depressão profunda por volta dos 60 anos mais ou menos quando perderam a função a qual se debruçaram por toda a vida. Elas cresceram; casaram; cuidaram dos filhos; cuidaram da casa; do marido; viu os filhos casar e ter seus filhos; cuidaram dos netos, que também cresceram e de repente se viram sozinhas. Todos se foram.
Ela fez um excelente trabalho; mas agora ficou apenas consigo mesma.
E o que restou foi o vazio.
A falta de função.
A nossa geração tem como alento a profissão, a carreira; mas é importante que isso não se transforme numa função. É importante que não se perca a magia.
Você pode assumir tudo isso (e dar conta), mas não pode virar só isso.
Tem que ter tempo para se perceber como mulher; para fazer coisas para si mesma; tempo para namorar; tempo para educar os filhos por amor e não por função; tempo pra viver seus sonhos, seus objetivos; que podem não ter compatibilidade nenhuma com as funções que te disseram que você teria que assumir.
Precisa ter em mente o momento onde todos estarão longe e que você vai se deparar consigo mesma.
Como você vai lidar com esse momento?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MULHERES MATRIX*



A nossa sociedade é uma sociedade do sucesso palpável.
Onde o que importa são as provas concretas da sua prosperidade.
Se você não tem provas concretas disso, você não tem argumentos suficientes para defender sua felicidade. Afinal, como você pode ser uma pessoa feliz sem um carro último tipo; sem o mais novo lançamento tecnológico; sem um emprego público com um vultoso salário, milhares de benefícios; uma excelente casa; andar com roupas de marca; frequentar baladas da moda; e por ai afora? Que argumentos você tem? Você é feliz? Mas como você prova isso, onde estão os argumentos palpáveis?


Eu já desisti a muito tempo (quase em outra encarnação) de provar qualquer coisa a alguém sobre meu estado de felicidade. Ela me pertence!
Aprendi a me divertir com as perguntas capciosas e chego a ficar decepcionada quando elas não vêm. Hoje, aos 45 anos, aqueles que convivem comigo já se habituaram tanto a minha falta de argumentos físicos, que talvez por pena, desistiram dos comentários pejorativos. Acho engraçado!
Usei a palavra “Matrix” no título propositalmente; primeiro por que é um filme que amo; especialmente o primeiro, e que para mim foi uma revelação, pela verdade subjetiva contida nele.


De alguma maneira, as pessoas estão presas mentalmente a pseudo máquinas que as condicionam ao que devem ou não devem fazer, pensar e sentir.
Ficam de tal maneira presas a padrões do que é felicidade, que esquecem o que é a FELICIDADE. O segundo motivo de usar esse nome foi porque também acredito, que como no filme, algumas pessoas estão fora dos padrões de controle; pensando por si mesmas, buscando formas de felicidades pessoais, próprias e individuais. E que por isso, sempre vão ser as esquisitas, as fracassadas de acordo com esse sistema autoritário, castrador e perverso do padrão social vigente.
Não vou dizer que é fácil viver fora do Matrix, por que não é!
Você sempre fará parte da minoria e, portanto precisa ser forte, aguentar as pauladas, ser reziliente; mas vale a pena.

Tomem a pílula vermelha...




Sinopse e detalhes
Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

MULHERES MATERNAIS


Existe um assunto que sempre me incomodou e que sempre tive dificuldade em expor, por que de maneira geral, toda vez que iniciava minha argumentação, algumas mulheres quase me batiam ou contra atacavam com o argumento pronto de eu não estaria apta a dissertar sobre o assunto por não ter filhos. Pois bem, o assunto é justamente esse - a Sacra Santa Posição da Maternidade.
Existe um discurso engessado de que se tornar mãe transforma as mulheres (todas) em criaturas abençoadas; criaturas míticas; acima do bem e do mal; de que ao dar a luz (todas) as mulheres são cobertas por uma aura de super poderes e passam a ser dotadas de uma bondade, generosidade e magnificência quase sobrenaturais e instantaneamente ganham um status acima de todos os mortais.
Sinceramente, duvido muito disso!!!
As mulheres aceitam esses estereótipos para amenizar suas dificuldades na maternidade...você não encontra mulheres admitindo a frustração em não saber o que fazer com o choro de seus pimpolhos; o cansaço em precisar estar disponível 24 horas para aquela criaturazinha; o nervosismo pelas noites mal dormidas, pelo distanciamento do casamento; pelas dificuldades financeiras que aquele serzinho trouxe para a vida e a tristeza por tudo que de repente se tem que abrir mão.
Não me admira a depressão pós parto!!!


Há mulheres em que a tristeza aparece algumas semanas depois do parto e vai ficando cada vez mais intensa a ponto de torná-las incapazes de exercer as mais simples tarefas do dia a dia. Depois elas passam a demonstrar apatia e desinteresse por tudo que as cerca. Esses transtornos de humor, até alguns anos atrás eram considerados apenas traços da personalidade feminina. Mas para explicar essa situação existem os tais "hormônios" que caem vertiginosamente e que podem ser um fator importante no desencadeamento dos transtornos pós-parto. Mas eu tenho uma outra teoria possível.
Talvez, a depressão apareça pela descoberta interna da sua incapacidade de ser mãe e a impossibilidade de voltar atrás. De não estar a altura do título sagrado da maternidade. Você não pode devolver seu filho pra ninguém; não pode desistir de ser mãe depois de ter dado a luz e não pode nem sequer confessar aos outros seu arrependimento, porque todos - ABSOLUTAMENTE TODOS - te criticariam.
Mulheres que decidem não ter filhos são criticadas intensamente por todos; pais (seus e do seu companheiro), amigos (seus e do seu companheiro) e familiares (seus e do seu companheiro). É uma pressão absolutamente cruel; que impossibilita a mulher a decidir livremente sobre seu próprio corpo. Ou seja, está implícito que como mulher a gravidez seja obrigatória.
Então, para se colocar a altura do grande mérito da maternidade, as mulheres engravidam. E aos 2 meses colocam seus "anjinhos" numa creche e vivem o resto da vida com a culpa de ter sido uma mãe ausente.



Ouvi outro dia, na TV, uma mãe aflita com as férias da creche e com sua felicidade em encontrar uma colônia de férias onde poderia "internar" seu filho de apenas 5 anos por todo o período.
E fiquei pensando, em que momento aquela mulher era de fato mãe, em que momento ela mereceria o grande manto azul da maternidade sobre seus ombros... A criança passava o dia todo na creche sendo cuidada pelas professoras, que as educavam sem nenhuma referência cultural da família; nas férias ia para a tal colônia por um mês; o que praticamente inviabiliza contato do filho com sua mãe por quase um ano. Em que momento essa mulher atua seu admirável papel de mãe.
Os filhos estão sendo criados pelas babas, pelas professoras, pelos avós e mesmo assim ninguém questiona o direito de uma mulher em não querer ser mãe.
Biologicamente (todos) os mamíferos reproduzem; isso é natural e não tem nada de mágico, santificado ou extraordinário.
Agora ser uma mãe consciente, presente e responsável é o que faz a diferença entre as espécies.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

MULHERES BUNDA

Alguém ai se lembra das chacretes?



Elas eram as assistentes de palco do saudoso Chacrinha nas tardes de domingo nos anos 70. Usavam maios escandalosos mesmo para a época e ferviam a ira das feministas de plantão que reclamavam da falta de respeito as mulheres e do excesso de exploração do corpo feminino pela mídia.
Pois é, queridas feministas, nada mudou! Evoluiu!
Hoje temos as Panicats; as garotas do Faustão; as coleguinhas do Huck; as mulheres frutas; etc, etc, etc e nenhuma delas prima pela discrição nas roupas.
O apelo sexual continua. A TV ainda manipula as mulheres e homens com o uso das "mulheres bunda".


O uso do corpo é uma forma de alcançar popularidade e fama (tudo bem, sempre foi), só que hoje as feministas se calaram, as mulheres aceitaram e os homens se cansaram.
E lembrem-se, “nossas meninas” estão assistindo esse tipo de programação; portanto não esperem delas um comportamento distinto.
Muito provavelmente essas moças são verdadeiramente inteligentes, mas elas que me desculpem, mas a primeira impressão jamais será essa. Os conceitos estão enraizados demais no inconsciente coletivo.
Mas a exposição feminina é muitooooooooooooo mais antiga do que isso.
Existem relatos de dançarinas entretendo homens desde o princípio dos tempos. Historicamente, em sua maioria, associadas a prostituição. Por isso, talvez, o registro coletivo.
É óbvio que a dança ganhou outros contornos e a apresentação feminina ganhou outros status; mas a apelação se manteve. E quando digo apelação, não digo num sentido pejorativo; afinal todos sabem que o corpo feminino ajuda a vender: cerveja, carros, roupas, joias, roupas, etc.
Um produto vendendo outros produtos!



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MULHERES (E HOMENS) ERÓTICAS

"A cor da noite; 1994"
Existem equívocos sociais que me incomodam e que a meu ver interferem na construção de indivíduos saudáveis nessa sociedade doente. Como por exemplo, a confusão que as pessoas fazem, ou querem fazer, entre erotismo e pornografia.
  • Erotismo: paixão amorosa; amor lúbrico (escorregadio; úmido ou liso a ponto de fazer escorregar); lubricidade; amor sensual; lascivo (sensual; libidinoso; brincalhão; travesso).
  • Pornografia: literatura obscena; coleção de gravuras obscenas; caráter obsceno de uma publicação; obsceno (que fere o pudor; torpe; imoral; impudico).
E para ajudar acrescento Sensualismo: doutrina que vê a origem do conhecimento dos sentidos ou nas fontes sensoriais, atribuindo toda formação de idéias aos sentidos; admite que toda atividade gira em torno dos prazeres sensuais; qualidade do que é sensual (sentidos); volúpia; amor aos prazeres materiais.


Nestas definições fica muito claro que um diz respeito ao socialmente aceito e o outro, ao socialmente camuflado; mas ambos geram constrangimentos públicos se externados. O erotismo é a paixão, a diversão, a busca pelos prazeres dos sentidos, já a pornografia é a busca pelo "além", pela transgressão. E cada um deve escolher qual a sua melhor maneira de buscar a satisfação pessoal.
Minha busca de vida é pelo erótico, pela sensualidade da vida; especialmente no que diz respeito a busca dos prazeres sensoriais. A percepção contínua dos sentidos; ao comer, ao beber, ao tomar banho de mar, ao dormir, ao rir com os amigos, ao ler um bom livro, ao assistir um bom filme... Cada ação tem envolvida em si uma gama infinita de fontes sensoriais que devem ser vivenciadas por nós e essa percepção faz com que estejamos inteiros em cada situação. Íntegros! Presentes!
E o sexo, claro!
Vocês conseguem pensar em alguma coisa mais sensorial do que o sexo?

Amo essa foto do Gyllenhaal... muito sexy
A princípio fomos educados sobre os pontos erógenos (pescoço, nuca, orelha, nádegas, coxas, seios, órgãos sexuais, etc, etc, etc); de que o orgasmo depende da penetração; mas nos esquecemos que olhar a nudez do outro é altamente sensorial; que sentir o gosto é sensorial; que a pele é o maior órgão do corpo humano; que a imaginação é a formadora de idéias aos sentidos; que ouvir faz parte de um dos sentidos; que todo o corpo é irrigado por centenas de minúsculos terminais nervosos.
Focar todo o prazer em apenas determinadas sensações é o mesmo que ir a um delicioso jantar e ficar a noite inteira buscando o sabor de um único ingrediente. É abandonar todos os outros temperos, todas as combinações de ingredientes, todas as possibilidades de paladar e perder o verdadeiro sabor da comida.
Um desperdício!
E se decidir que a pornografia cabe em sua vida, vá em frente.
Qualquer atitude consentida por ambas as partes vale a pena.

Adam Levine


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MULHER MENINA

Texto de 25/04/89 – “21 anos”

Nunca estive numa fase tão boa; trabalho, astral e amor (tesão). Lendo hoje um artigo inglês na revista Elle, vi uma frase inteligente: “Não há nada mais chato do que ser uma boa moça. Se formos meigas, nos pisam; é preferível ser considerada uma cadela a ser pisada".


Cadela aqui no Brasil ainda é uma ofensa, mas eu descobri que ser uma cadela pelos termos britânicos e americanos é simplesmente ser livre para escolher um parceiro sexual pelo mesmo fator que um homem escolhe uma mulher: prazer. As boas moças escolhem um homem para protegê-las, para assumi-las socialmente e para, até, sustentá-las. As cadelas escolhem apenas um homem... Elas são autossuficientes, são verdadeiras e financeiramente independentes, portanto, querem um homem que acrescente o “bom” sexo.
No artigo, as cadelas eram mulheres com mais de 35 anos e eu só tenho 21, por isso, ainda tenho muito que aprender para ser uma boa cadela.

(Ou seja, hoje aos 45 anos estou no auge da boa vida de cadela...rsrs)



Com o meu trabalho rendendo muito bem, eu me sentindo útil, ágil, com uma determinação profissional; meu astral se iluminou e expandiu essa luz pela minha aura e provavelmente essa luz tem atingido outros olhos.
Resolvi não brigar mais com os destinos e com as coisas que rolarem na minha vida, porque todas elas, boas ou más fazem parte da minha história e da história das pessoas que se envolverem nela... E é sem dúvida, uma história alegre, divertida e repleta de paixão, que mesmo pontilhada de dor e depressão tem muitas luzes. Tenho me divertido tanto com a minha vida que posso dizer que descobri a maneira mais simples de felicidade: deixar vir e aproveitar o que vier.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

MULHERES (E HOMENS) MATERIAIS

Nossa sociedade é uma sociedade do sucesso!
Você é valorizado de acordo com o grau de sucesso material que você lhes apresenta, e esse sucesso tem que ser palpável. Quanto mais bens você tiver acumulado na sua vida, mas você sobe na escala de sucesso. E qual é a busca? Estar no topo da escala.


Caso contrário você é um fracasso!
Pois é gente, eu sou um fracasso social!
Minha felicidade é totalmente desprovida de argumentos materiais que comprovem sua existência diante dessa sociedade materialista. Não tenho carro (nem sei dirigir); moro com minha família; não me casei; não tenho filhos; nunca tive carteira assinada; não bato cartão; não tenho dinheiro guardado; não tenho namorado... e tudo isso aos 45 anos...um fracasso total!
Vocês perceberam quantos “não tenho” eu escrevi?
É assim que você é analisado pela sociedade (família, amigos, colegas de trabalho, etc).
Eu desisti a muitos anos atrás de tentar defender minha concepção sobre sucesso e simplesmente concordo com todos, quando eles me falam cheios de tristeza e comiseração na voz, sobre minha falta de sorte. Mas com o blog, vou (tentar) dividir com vocês como eu vejo essa concepção tão absurda.
Sucesso, pra mim, é ser quem sou! (E vou te falar, isso tem um preço).


EU escolhi não me casar; EU escolhi não ter filhos; EU escolhi ser free-lance e não ter patrão; Eu escolhi não dirigir (pelo menos por enquanto); EU escolhi não ter amarras profissionais; EU escolhi pensar por mim mesma; EU escolhi mandar uma pessoa a merda se ela me encher; EU escolhi não ter paciência com gente burra; EU escolhi entrar na faculdade aos 38 anos; EU escolhi fazer mestrado aos 41 anos; EU escolhi tratar o sexo com naturalidade; EU escolhi enfrentar meus conflitos (e são muitos); EU escolhi ficar sozinha a ter um companheiro qualquer; Eu escolhi morar com minha família (por conveniência); EU escolhi pagar o preço por minhas escolhas; EU escolhi ser um fracasso social e ser eu mesma. EU ESCOLHI!


Então, eu não tenho crises internas?
Vixe!... Tenho milhares.
Questiono cada uma das escolhas que fiz pelo menos umas dez vezes por semana. Mas isso, com certeza, não é só mérito meu. A questão, é que depois de questionar, descubro que não podia ter feito nada diferente. Todas as minhas escolhas fazem parte de quem eu sou e de quem eu quero ser. Uma pessoa livre! Não livre no sentido de estar sozinha, mas livre internamente... para mudar de rumo quando e como eu decidir. E responder sozinha por isso. Sem culpar pai, mãe, marido, filhos, trabalho, salário; nada; nem ninguém.
Não estou dizendo que este é o caminho. Estou dizendo que este é o meu caminho! 
O importante é que a busca pelo sucesso seja permeada pelas escolhas pessoais de cada um, desprovidos de valores sociais previamente estabelecidos que nos escravizam. Porque no fim das contas, é apenas você que vai responder pelo sucesso interno; é apenas você que vai responder se suas escolhas foram suas ou dos outros a sua volta. Se você foi quem queria ser, ou quem queriam que você fosse. Dependendo da resposta, em algum momento da sua vida, o sucesso externo vai significar muito pouco.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MULHERES SEXUAIS


É inestimável estar numa roda de “meninos”, escutando-os falar sobre nós. Mesmo com muito senso de humor você acaba detectando vários depoimentos que valem a pena levar em consideração. Juntando a isso; assisti um programa na TV comandado por homens, com temos variados. Entre eles – a farsa feminina. E qual seria a farsa?
Comportamental? Física? Emocional? Ou todas juntas?
Bem, num relacionamento acredito que todos mentem em algum momento e de algum jeito. Não uma mentira interpessoal, mas as mentiras sociais. Como elogiar o cabelo da namorada, sem nem sequer saber o que ela fez; elogiar os amigos dele só pra ficar bem na fita...coisas assim.
Mas existe uma mentira feminina, que está sendo abandonada e que a meu ver é um dos motivos do pânico masculino diante dessa nova mulher (isso foram eles que admitiram nas duas situações que eu citei antes).

Algumas mulheres estão deixando de fingir o orgasmo!

Algumas especiais, por que segundo uma pesquisa 70% delas ainda fingem uma experiência orgástica. Hoje elas acusam na cara dura que o sexo foi “mais ou menos”!
E, talvez, pela primeira vez, essa mulher deixou de ser condescendente com os homens.
No programa de TV, os homens concluíram (e eu concordo) de que as mulheres sempre fizeram isso por um sentimento maternal, natural nas mulheres, como se fosse nossa responsabilidade fazê-los felizes; como meninos. Como quando nossos filhos nos mostram aqueles garranchos e nós, todas derretidas, achamos uma obra de arte.
Pô, peraí! Nós não temos que fingir coisa nenhuma para que eles se sintam bem. E nós?
Essas mulheres especiais descobriram que essa inofensiva mentira piora a frustração – nossa e deles. Colocando a relação e o diálogo em cheque!
Mas como eles disseram, os homens ainda hoje cometem o erro de acreditar que os orgasmos escandalosos e performáticos das mulheres os denominam como amantes fantásticos.
O ideal seria que os homens perguntassem sobre sexo e o que satisfaz suas mulheres e as mulheres em contra partida devem expressar seus sentimentos com sinceridade.


http://www.youtube.com/watch?v=R5lwXVkvKBo
Vale a pena clicar...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

MULHER SILICONE

Eu não gosto de carnaval; nunca gostei. Nunca fui dessas que gostam dos bailes, dos desfiles e da bagunça inerente ao período, muito pelo contrário. Me lembro de um ano em que acompanhei irmã e primas a um baile num clube de São Paulo e no meio da noite procurei um local discreto, deitei e dormi.
Isso mesmo! Dormi em pleno baile e vou te contar...acordei com um mau humor do cão.
Acho estranho precisar de uma época específica para "soltar a franga", quase como uma permissão tácita. Eu acho mais autêntico você ser quem é o ano todo; mas enfim...é a maior festa popular do mundo e concordo com um antropólogo francês, que em sua entrevista afirmou-se impressionado com o grau de organização e capacidade técnica apresentada nos desfiles de carnaval, especialmente por ser toda uma produção das comunidades locais.
Também fico impressionado com a nossa qualidade; mas esse ano outra coisa me deixou impressionada.
A quantidade do silicone nas avenidas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Não é nenhuma novidade, claro, há muito tempo "ele" é figurinha fácil em bundas e peitos; mas esse ano "ele" foi mal posicionado, mal colocado, exageradamente usado; criando aberrações...

 





Diante dessas monstruosidades, fico tentando entender o que leva uma mulher a fazer isso com si mesma por livre e espontânea vontade. Criar essas bundas deformadas, esses peitos "bola de basquete", com uma aparência dura e artificial.
Isso dá tesão em algum homem?
Essa aparência suscita algum desejo?
Dá vontade de abraçar, fazer carinho, ou seja lá o que for, com esses corpos de Frankenstein?
Como essa mulher consegue se vestir normalmente no dia a dia, com esse corpo esquisito e ficar elegante?
Difícil hein!
Tenho até medo do que vira ano que vem...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MULHER...ZINHAS

 

Chamo de mulher...zinhas todas as mulheres que armam situações premeditadas para conquistar, manter ou prender seus respectivos homens.
Coisas como se fazer de idiotas para que “eles” se julguem superiores; ou passar a noite inteira no escuro esperando o marido chegar para trocar uma lâmpada; ou ficar sem comer porque acabou o gás e tenham medo de trocar o botijão; ou fingir não entender nada de futebol só para que eles lhe expliquem mil vezes a mesma coisa...Puta que pariu!...
Será que “vocês” querem mesmo ficar com um homem medíocre (feito esse) que precise que “vocês” façam papel de medíocres, para que “ele” se sinta poderoso, ou mais homem, ou mais superior?

Um homem que só se sinta importante ao lado de uma mulher...zinha, é um homem fraco, inferior e patético. E apesar desse adjetivo inferiorizante, a mulher...zinha é esperta já que ela realmente engana o idiota do homen...zinho; mas e daí?
Qual a vantagem de conquistar um homem que precise disso.
Uma mulher bem resolvida, quer a companhia de um homem que não precise que ela faça um papel ridículo como esse, para que ele a valorize. Ela quer um companheiro; um homem que não se sinta agredido, ofendido ou inferiorizado se ela for capaz de trocar uma lâmpada; concertar um pequeno móvel; dirigir seu carro; comandar uma empresa (ou sua própria empresa); se ela for torcedora de um time de futebol e entender tudo sobre a tabela do campeonato brasileiro. Do mesmo jeito, que uma mulher bem resolvida vai ficar encantada com um homem que lave a louça depois do jantar; ou que abra a porta do carro como gesto de gentileza; ou que admita seu orgulho pelo sucesso profissional da parceira.
A nova configuração de homens e mulheres , não deveria servir para masculinizar a mulher ou afeminar o homem; mas para igualar as capacidades individuais, para derrubar as barreiras entre os sexos. Deveria servir para nos libertar dos papéis de mulher...zinhas e homem...zinhos. Se todos podem realizar quaisquer papéis, não precisamos mais ter atitudes patéticas.
A mulher capaz de abrir a tampa do vidro de palmito, capaz de trocar o pneu de seu carro, capaz de tratar com o pedreiro sobre a reforma do apartamento, também é capaz de dizer ao seu homem que o ama e ser delicada, sensível.


E provavelmente o homem...zinho quer ser enganado pela mulher...zinha, por que com ela, ele não se sente em perigo; ele acredita (dentro da sua mentalidade tacanha) que ela não vai julgá-lo, questioná-lo ou comandá-lo. B-A-B-A-C-A-S!! Homens e mulheres, que precisem disso!
E essas mulheres...zinhas são tão filhas da puta que elas admitem que fazem isso só até casar, sendo portanto uma artimanha premeditada para levar o idiota para o altar...
Agora eu pergunto, para tentar entender. Isso realmente te faz feliz?
Antes do casamento “você” engana o trouxa e depois de casada mostra sua verdadeira personalidade – mulher...zinha mentirosa, desesperada, insegura, dependente de um marido e de um rotulo – e tudo bem? O papel de idiota compensa se o resultado for o casamento com outro idiota?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

MULHERES (E HOMENS) INFELIZES


 

Todos nós já convivemos com pelo menos uma pessoa intrinsecamente infeliz. Aquele infeliz crônico; que não importa o que aconteça, nada vai tirá-lo de seu estado de infelicidade profunda. “Se houver sol; é uma merda, por que esta quente demais!”; “Chuvoso; uma porcaria, por que não dá pra fazer nada!”; “Se estiver parado no congestionamento, odeia ter carro!”... Enfim...

E não adianta tentar ensinar a um infeliz crônico o quanto viver é incrível. Não se ensina ninguém a ver a vida por seu prisma; a busca pela felicidade deve ser legítima e vou te dizer, dá trabalho. Muito trabalho! A infelicidade por mais que gere problemas, é mais óbvia de alcançar; ela esta atrás de cada curva da vida, diante de cada tropeço, de cada obstáculo; já a felicidade deve ser conquistada e reconquistada diariamente. E a felicidade é individual; ela tem um significado diferente para cada pessoa. Busque a sua! E buscar a felicidade, não é apenas um slogan publicitário, é uma possibilidade real.


Cientificamente nosso cérebro vem equipado geneticamente com certos padrões de comportamento instintivos, especialmente predispostos a reagir ao meio e permitir nossa sobrevivência; mas os cientistas afirmam que o cérebro é adaptável, e se não fosse assim não aprenderíamos as coisas. A essa capacidade, os cientistas chamam de “plasticidade”, ou seja, a capacidade de mudar as conexões das células nervosas, que são responsáveis pelos impulsos elétricos que desencadeiam sensações físicas. De acordo com Howard C. Cutler, em seu livro “A Arte da Felicidade”, onde ele transcreve suas conversas com o Dalai-Lama; os doutores Avi Karni e Leslie Underleider realizaram uma experiência no National Institutes of Mental Health, com algumas pessoas, onde eles comprovaram através de exames, que o cérebro pode se expandir e criar novas células nervosas se estimulados regularmente; mudando assim conexões neurais que estavam envolvidas na tarefa proposta.




Essa pesquisa levanta a hipótese de que se treinarmos nossa mente para a felicidade, seremos capazes de mudar nosso padrão mental de infelizes para felizes.
Não custa tentar!
E isso nos faz responsáveis por nós mesmos; não as outras pessoas, os acontecimentos ou as fatalidades. É claro que a infelicidade faz parte da vida; mas cronicamente ela pode nos impedir de enxergar coisas importantes a nossa volta e fazer com que percamos o que de fato nos faria felizes.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MULHERES CARENTES

Maria Madalena na caverna, 1876
óleo s/ tela - Museu Hermitage
Jules Joseph Lefebvre

É muito importante detectar a carência interna antes que ela nos contamine com a estupidez e a burrice; por que caso isso não aconteça corremos o risco de cair em armadilhas perigosas, que podem colocar em xeque toda nossa capacidade interna de discernimento. Basta um sorriso daquele gato no canto da sala; ou uma palavra do amigo do lado mal interpretada; ou aquele frenesi no corpo depois de dançar com aquele gostosão recentemente anexado na sua página do Facebook, e que aceitou seu convite para a balada, que tudo vai por água a baixo e você passa a acreditar que conheceu o homem da sua vida... Cuidado! Não existe o tal príncipe encantado.


Sua carência (estado normal, que volta e meia nos aflige) pode ser um inimigo ou um amigo, depende de como você pretende lidar com esse sentimento. Um bom conselho é sempre se lembrar que seu maior amor nunca vai te abandonar; que seu grande amor vai sempre ser fiel a você e que o alvo do seu amor é linda, gostosa, encantadora, inteligente e eterna...VOCÊ MESMA.


Qualquer pessoa que apareça vai fazer parte desse triangulo amoroso. Por isso aproveite sua noite, sua festa, sua balada e seus amigos para curtir, paquerar e se deliciar, mas nunca para pagar o “mico” de julgar qualquer fulano apaixonado por você só porque ele lhe sorriu...não seja ridícula. Não faça a besteira de voltar para casa fazendo mil e umas conjecturas.
Deixa a vida acontecer!
Ela sempre nos reserva muitas surpresas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MULHER MENINA

(Texto de 27/10/86 – “18 anos”)

 



O corpo e sua linguagem! E que linguagem!
Mil gestos, beijos, toques. O corpo é um dos maiores "meios de comunicação" do homem. Mas as pessoas não se tocam. E não digo toque, tipo aperto de mão, mas o toque de apertar e sentir na sua firmeza ou frieza a indiferença ou o afeto dado.
Nunca, jamais, um beijo é igual ao outro...  Mesmo que um bilhão de pessoas se beijem ao mesmo tempo.


E não é fantástico imaginar que cada beijo seu é único no mundo todo? 
O corpo é um universo!  E as pessoas não se dão conta dele; as pessoas se tocam pelo mecanismo que os rodeiam, as pessoas se acariciam para enganar.
Certo, você já conhece um corpo... Mas eu aposto que não é igual ao meu... Ou ao dele... Ou dela.  Cada corpo merece um "estudo", um ensaio, um conhecimento. O corpo diz tudo. Ele se contrai quando gosta (ou não), ele se arrepia, ele soa, ele geme, ele pede, ele se abre, se fecha, ele balança, exige. Pernas, mãos, seios, costas, barriga, coxas, bumbum, rosto, pescoço, cintura, pés, dedos, músculos, palpitações. É tesão. Essa linguagem é repelida pelo falar.
E o olhar?! Quanta coisa é possivel através de um olhar... de um sorriso...


Se você não sabe ler isso, vai se enganar por palavras. O corpo deve ser treinado (se assim posso dizer) a se aguçar, a sentir... Se for assim todos os sentidos vibram... Precisamos nos ligar no cheiro; no olhar; no estudo da fisionomia; (...) Às vezes no silêncio a gente escuta muito mais, às vezes o silêncio transmite milhares de sons que alguns não percebem... Talvez porque não aceitaram seus próprios corpos e nunca vão aceitar os dos outros e não digo de amores, mas de todas as pessoas que devem ser tocadas.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

MULHERES E SEUS AMIGOS...

 

Eu tenho um amigo que adora fatos da Segunda Guerra Mundial; tenho amigos mulçumanos; uma evangélica; um ateu; uma amiga bailarina, que ensina dança do ventre; uma amiga que teve sua filha em casa; uma amiga do candomblé; várias amigas separadas, com e sem filhos; amigos professores aos montes; amigos cartógrafos; amigos da minha cidade e de outras; tenho uma amiga virgem e tenho outra que odeia sexo; tem uma que esta feliz da vida por que descobriu o sexo recentemente; tens as gordinhas(os) e as magrelas(os); tem aquele amigo que saiu do armário e está se descobrindo; outra que engravidou pela primeira vez; tenho uma amiga que tem AIDS e é muito feliz; o que foi pai ou mãe pela primeira vez; tenho a amiga bruxa; a amiga intelectual; tenho um amigo que fala comigo como se estivéssemos no século passado; amigos muito jovens e muito velhos; aquela amiga que perde horas se arrumando pra sair (como se precisasse); tem aquela amiga jovem, onde eu me vejo anos atrás.


Enfim...todos eles são parte da construção de quem eu sou.
E todas essas denominações não dizem quem eles são.
Apenas os nomeia; e ao nomeá-los para vocês, eu não digo nada sobre o que cada um representa para mim. Uma característica é apenas isso; um detalhe do conjunto. Sou parte de cada uma dessas pessoas; eles me atribuem tolerância; paciência; compreensão sobre as diferenças e semelhanças. Eles me dizem quem eu sou em algum momento.
Todos querem a mesma coisa...serem felizes.
E todos nós nos amamos com todas e apesar dessas diferenças.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

MULHERES VIRGENS



É isso ai minha gente... Mulheres virgens...
Conheço algumas. (no plural mesmo).
Uma por exemplo tem por volta de 38 anos e não admite nem sob tortura que é virgem. Participa das conversas sobre sexo como se fosse uma praticante voraz e sem levantar nenhuma suspeita; graças às revistas, livros e internet. Como sei seu segredo, lhe perguntei por que mantém a farsa e ela respondeu que por vergonha.
Caramba! Ter vergonha de ser virgem! Antes era o contrário; ter transado é que era a desonra.

Ela tem medo de que ao saberem, ela vire motivo de piada, de zoação. O que não duvido.
E o pior é que isso virou um problema pra ela. Até os 20 e poucos anos ele não transou por que não achou nenhum cara que valesse a pena; a partir dos 30 começou a recusar os que valiam a pena por vergonha de ter de confessar de que era virgem até aquele momento; mas e quando chegar aos 40 faz o que, desisti da vida?
Por que esse negócio de que dá pra sublimar é besteira.
Quem escolhe passar a vida sem comer? Ou sem dormir? Sexo é um dos elementos vitais para o ser humano.
Eu detesto chocolate; mas já provei!

Não dá pra abrir mão da vida por vergonha, por medo dos julgamentos, por covardia. Também não precisa expor suas intimidades para todos, mas precisa se arriscar.
Por oposição, tenho outra amiga que um belo dia chegou e me contou que tinha transado. Ela devia ter uns 30 anos, e aliviada disse que não morria mais virgem. Nunca mais transou com ninguém (que eu saiba). E eu pergunto: Tá, e daí?
Meninas parem com isso! Tenham dó!
Tomem posse das suas vidas, dos seus destinos e das suas vaginas!
As experiências que vocês estão vivendo ou perdendo, constroem quem vocês são. Constroem suas alegrias e frustrações. Com quem, onde e quando vocês pretendem transar é uma decisão pessoal e intransferível; que pode determinar suas escolhas futuras. A virgindade não deve ser um peso, um fardo; não deve ser quem vocês são.
Perder a virgindade é como aprender a dirigir.
Um dia você decide tirar sua carteira; procura uma auto escola que julga boa, que é perto de sua casa e te dá segurança (primeiro namorado); você aprende a dirigir e compra seu carro, mas ainda não tá insegura, ainda comete erros ao volante (cuidado pra não cometer infrações graves); vai pegando o jeito e de repente está dirigindo pra todo lugar com uma desenvoltura de piloto de corrida. Mas ao esquecer as regras do trânsito você pode se ferrar (pegar uma doença sexualmente transmissível; ficar grávida; etc). Até que dirigir se torne uma coisa normal. Você pega o carro quando quer; não tem mais medo do trânsito e descobre que dirigir nem era a coisa mais importante da vida. Era apenas mais uma das coisas da vida. Coragem!! Transar é muito bom!!!