sábado, 16 de fevereiro de 2013

MULHERES (E HOMENS) MATERIAIS

Nossa sociedade é uma sociedade do sucesso!
Você é valorizado de acordo com o grau de sucesso material que você lhes apresenta, e esse sucesso tem que ser palpável. Quanto mais bens você tiver acumulado na sua vida, mas você sobe na escala de sucesso. E qual é a busca? Estar no topo da escala.


Caso contrário você é um fracasso!
Pois é gente, eu sou um fracasso social!
Minha felicidade é totalmente desprovida de argumentos materiais que comprovem sua existência diante dessa sociedade materialista. Não tenho carro (nem sei dirigir); moro com minha família; não me casei; não tenho filhos; nunca tive carteira assinada; não bato cartão; não tenho dinheiro guardado; não tenho namorado... e tudo isso aos 45 anos...um fracasso total!
Vocês perceberam quantos “não tenho” eu escrevi?
É assim que você é analisado pela sociedade (família, amigos, colegas de trabalho, etc).
Eu desisti a muitos anos atrás de tentar defender minha concepção sobre sucesso e simplesmente concordo com todos, quando eles me falam cheios de tristeza e comiseração na voz, sobre minha falta de sorte. Mas com o blog, vou (tentar) dividir com vocês como eu vejo essa concepção tão absurda.
Sucesso, pra mim, é ser quem sou! (E vou te falar, isso tem um preço).


EU escolhi não me casar; EU escolhi não ter filhos; EU escolhi ser free-lance e não ter patrão; Eu escolhi não dirigir (pelo menos por enquanto); EU escolhi não ter amarras profissionais; EU escolhi pensar por mim mesma; EU escolhi mandar uma pessoa a merda se ela me encher; EU escolhi não ter paciência com gente burra; EU escolhi entrar na faculdade aos 38 anos; EU escolhi fazer mestrado aos 41 anos; EU escolhi tratar o sexo com naturalidade; EU escolhi enfrentar meus conflitos (e são muitos); EU escolhi ficar sozinha a ter um companheiro qualquer; Eu escolhi morar com minha família (por conveniência); EU escolhi pagar o preço por minhas escolhas; EU escolhi ser um fracasso social e ser eu mesma. EU ESCOLHI!


Então, eu não tenho crises internas?
Vixe!... Tenho milhares.
Questiono cada uma das escolhas que fiz pelo menos umas dez vezes por semana. Mas isso, com certeza, não é só mérito meu. A questão, é que depois de questionar, descubro que não podia ter feito nada diferente. Todas as minhas escolhas fazem parte de quem eu sou e de quem eu quero ser. Uma pessoa livre! Não livre no sentido de estar sozinha, mas livre internamente... para mudar de rumo quando e como eu decidir. E responder sozinha por isso. Sem culpar pai, mãe, marido, filhos, trabalho, salário; nada; nem ninguém.
Não estou dizendo que este é o caminho. Estou dizendo que este é o meu caminho! 
O importante é que a busca pelo sucesso seja permeada pelas escolhas pessoais de cada um, desprovidos de valores sociais previamente estabelecidos que nos escravizam. Porque no fim das contas, é apenas você que vai responder pelo sucesso interno; é apenas você que vai responder se suas escolhas foram suas ou dos outros a sua volta. Se você foi quem queria ser, ou quem queriam que você fosse. Dependendo da resposta, em algum momento da sua vida, o sucesso externo vai significar muito pouco.



4 comentários:

Thalita Sollazzo disse...

Adoreiii.. Edileine!
É isso ai que estou sentindo nesse momento!
Momento meu, só meu!
=D

Edileine Carvalho disse...

É isso ai Thalita; cada um tem o seu momento. Afinal;
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." - Dom de Iludir, de Caetano Veloso.
Beijos

lilian disse...

Di vc é um exemplo pra mim!!!! uma super mulher

Edileine Carvalho disse...

Super mulher nada Lili; já levei e ainda levo muito paulada; o que facilita é que meus objetivos já são tão arraigados em mim que pouca coisa abala minhas convicções. Mas me permito mudar quantas vezes forem necessário. Beijos