domingo, 29 de dezembro de 2013

MULHERES E O (?) PRÍNCIPE ENCANTADO


Como sempre acreditei que toda história possui mais de uma versão sobre a verdade, resolvi fazer novas considerações sobre a trilogia 50 tons de cinza, agora de forma mais crítica.
É claro que percebi de imediato que toda a trilogia era uma compilação descarada de outra trilogia, a Saga Crepúsculo, só que mais sexual. É claro que percebi que a base da história era uma repetição dos clássicos contos de fada. É claro que me dei conta dos arquétipos femininos e masculinos... E por que mesmo assim li os três livros?

Arquétipo é o primeiro modelo ou imagem de alguma coisa, antigas impressões sobre algo. É um conceito explorado em diversos campos de estudo, como a Filosofia, Psicologia e a Narratologia

Li porque gostei do romance sessão da tarde, descompromissado, que exige pouco da nossa mente e que de certa forma exterioriza nossa libido. O conceito milenar da princesa ingênua e do príncipe poderoso e viril, ou seja, o lugar comum, a zona de conforto, que exige pouco de nossa mente e serve apenas como distração. E para contextualizar, fui atrás (por pura curiosidade) de opiniões na internet favoráveis e desfavoráveis, de opiniões públicas e opiniões técnicas.
Quase a totalidade das opiniões públicas (blogueiros, leitores, críticos, etc) falam muito mal do livro, da autora e dos leitores, classificando o livro como no máximo uma fanfic muito mal escrita a partir da Saga Crepúsculo.

Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs".Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles a partir de outras já existentes. Os autores dessas Fics são chamados de Ficwriters

Até concordo!
Mas é importante ver opiniões técnicas, e para isso busquei algumas e trouxe duas especialistas:
·         Psicóloga e Sexóloga Arlete Gavranic (coordenadora do ISEXP: Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática),
·         Psiquiatra e Sexóloga Carmita Abdo (coordenadora do ProSex – Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas – SP)

As duas levantam, em ocasiões distintas, aspectos interessantes sobre o texto e os motivos de tantas pessoas estarem falando contra e a favor.  Primeiro as duas concordam que o texto é fraco, uma fanfic da tal saga infanto juvenil e que está cheia dos tais arquétipos. Mas ainda temos a questão do porque de tantas mulheres estarem fascinadas pela trilogia.
Gavranic diz que o livro está longe de retratar uma verdadeira relação sado masoquista, mas de alguma forma ativa a sexualidade das mulheres, fazendo-as rever sua sensualidade através da leitura dos textos. Ela ainda levanta o fato de que o que deve ser levado a questionarmos é que a mulher talvez esteja sentindo falta de ser seduzida, desejada e cortejada; e ai voltamos ao BENDITO príncipe encantado. Esse carma que parece grudado nas mulheres feito praga.
Já Carmita Abdo levanta a nova tendência social à nossa curiosidade pela intimidade alheia e que está bem clara nas descrições sexuais do livro, o que faria das leitoras voyeur.

Voyeurismo é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação da pratica sexual de outras pessoas.

O que ambas também concordam é que as mulheres que ficaram EXTREMAMENTE fascinadas com a trilogia devem analisar o quanto suas vidas sexuais estão vazias, necessitando de uma renovação.
Mas entre várias opiniões, uma me chamou a atenção. Foi o texto criado pelo site Biz Revolution, falando positivamente do livro (fato raro) intitulado “Porque as mulheres amam Christian Grey? Descubra”
O texto começa com a seguinte frase: 50 Tons de Cinza é o conto de fadas do Século 21. E cá estamos mais uma vez diante do BENDITO príncipe encantado.
Bem, o texto vai explanando sobre o livro e por fim ele afirma que os homens deveriam lê-lo pelo simples fato de com isso aprenderem alguma coisa em relação ao desejo feminino. E esse conselho também é dado pela psicóloga Arlete Gravanic.
O texto do tal site, inúmera 5 itens que aqui eu sintetizo:

1. Toda mulher quer se sentir sexy e maravilhosa. (no livro, os elogios e o desejo do herói falam disso o tempo todo)

2.  Sim, TODO MUNDO tem no mínimo dois empregos, aquele que traz o dinheiro para casa, e aquele que traz o amor para dentro do seu lar. (aqui fala-se das expectativas da mulher em relação ao seu homem, que não diz respeito apenas a subsistência)

3.  Ouvir mesmo, elogiar mesmo, dar a entender que qualquer pequeno gesto da mulher é a coisa mais maravilhosa do mundo. (sugere-se que o homem deve ter atenção)

4.  O papel do cara é empurrar a mulher para frente. (óbvio para ambos)

5. O ponto aqui é que ninguém precisa ser perfeito, mas todo mundo precisa se importar um pouco mais, ou muito mais, com aqueles que estão próximos da gente para que possamos pedir o mesmo em retorno.

Por fim, tudo se trata apenas de buscas, e cada um deve trilhar suas buscar e ignorar os preconceitos.
Mas cuidado com a busca pelo BENDITO príncipe encantado, já que não somos a cretina da princesa.


http://www.youtube.com/watch?v=aT46iGTs6RU

http://www.youtube.com/watch?v=j3vqrx5SEoY

http://www.cinquentatonsdecinzabr.com/2012/11/porque-as-mulheres-amam-christian-grey.html#ixzz2osbBqOGT

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MULHERES...E MINHA DEUSA...


Uma dádiva fazer 46 anos com saúde, corpo e energia de 20 anos.
Quando era mais jovem e assistia a entrevista das mulheres alegando que eram assim por conta da felicidade interna, eu desdenhava...
"Besteira, isso ai é plástica, esteticista, dinheiro".
Hoje eu sei que não é besteira não. Claro que os recursos estéticos ajudam o corpo, mas o que faz REALMENTE A DIFERENÇA é a forma como você trata a si mesma, como você se vê.
E eu realmente gosto de mim, me respeito, me cuido e me trato.
Como direitinho, faço exercícios (não tanto quanto gostaria), não bebo, não fumo, durma o necessário, convivo com pessoas que amo, dou muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa risada, NUNCA acordo de mau humor, não engulo sapo (de jeito nenhum), me dou prazeres (carnais e espirituais) e procuro (na medida que o Sistema permite) fazer exatamente o que eu quero.
Então se alguém quer uma receita, o máximo que posso dizer é:
Se abrace...
Se abrace com os dois braços, um abraço apertado, forte, acolhedor.
Se respeite...
Seus limites, seu espaço, seus desejos, seus medos e suas certezas.
Se permita...
Arriscar, testar, fugir, ficar, aceitar, negar, resistir, se entregar, sonhar, conquistar...
Se assuma...
Assuma sua deusa interna sem medo, sem restrições e cultive seu amor próprio com fervor (independente do seu peso, sua altura, sua cor, sua condição social, seu nível intelectual e qualquer impedimento patético)
SE AME...





domingo, 15 de dezembro de 2013

MULHERES E SUAS DEUSAS INTERNAS

TRILOGIA 50 TONS
·         50 tons de cinza
·         50 tons mais escuros
·         50 tons de liberdade
De Erika Leonard James
Publicado em 2011 teve quarenta milhões de cópias vendidas em trinta e sete países. Foi publicado em quarenta e sete línguas e só no Brasil vendeu trinta milhões de cópias em dez semanas.




Acabei de ler os 3 livros e confesso que os devorei em 4 dias, sendo que o primeiro comecei a lê-lo as 16 hs e terminei-o as 3 hs da manhã sem parar.
Diante disso me deparei com mais uma incoerência do “Sistema”... Diante do alcance da trilogia, isso nos leva  a questão de que ele atingiu seu objetivo em cheio – agradar as (os) leitoras (es) e por outro lado enfureceu as feministas que acusaram-no de ser uma apologia a violência, a submissão feminina e todo tipo de retrocesso das nossas conquistas.
Bem... O que vejo é mais uma vez a hipocrisia sobre o sexo.
Fazer sexo anal entre quatro paredes tudo bem, mas publicar num livro que as mulheres gostam, nem pensar!
“Todos” focaram em elementos específicos do texto como o sadomasoquismo, as surras, os brinquedos sexuais e esqueceram-se do contexto geral. A história fala de um homem dominador que muda suas convicções pelo amor de uma mulher que deseja.
E daí eu pergunto: Quem submete quem?
Os três livros são versões picantes dos “clássicos”  livrinhos de bolso Bianca, Sabrina e coisa e tal.
O que deixou mulheres, imprensa, psicólogos e ativistas putas da vida foi terem seus desejos expostos. Por que aqui entre nós, tirando as surras, que mulher não gostaria de ter seu homem enlouquecido de desejo por ela?
Na minha opinião (MINHA), Christian Grey é o objeto de consumo de quase todas as leitoras agora. E isso não tira o direito as nossas conquistas.
Observei com certo prazer a grande quantidade de vezes que a autora colocou nos pensamentos da heroína – Anastácia Steel – seu diálogo com sua deusa interior; que nada mais era do que sua entidade feminina, sua fêmea interna, instintiva, poderosa. Aquela em nós sem reservas, sem pudores ou falsos moralismos. E que maravilha quando encontramos um homem capaz de despertar essa deusa em nós.
Temos que se lembrar de um tempo (não tão distante) onde os homens procuravam as prostitutas para realizarem as fantasias sexuais que não se permitiam com suas esposas. As castas mães de seus rebentos.
Hoje isso não é mais possível, a mulher que dirige seu carro, que paga suas próprias contas, que comandam suas empresas são capazes sim de abrir as pernas para um cara gentil que lhe abra a porta do carro, ou que puxa a cadeira para ela sentar. ISSO NÃO É UMA CONTRADIÇÃO.
Uma coisa é a igualdade social, econômica, política e todos os direitos adquiridos; outra é a nossa essência feminina primordial. E essas coisas não deveriam estar em conflito, e é desse sexo que trata o livro.

O filme será lançado em 2015 e a pedido das leitoras a expectativa é que sejam incluídas as cenas de sexo EXATAMENTE como estão no livro.

Assim espero...


Jamie Dornan o ator escolhido para ser Christian Grey

domingo, 24 de novembro de 2013

MULHERES SINCERAS



CAMPANHA: “NÃO VAMOS MAIS FINGIR O ORGASMO, ELES MERECEM A VERDADE”!

Existem alguns conceitos quanto a esse fato milenar – mulheres que fingem o orgasmo –, e com certeza ele mudou no decorrer dos séculos. Motivos políticos/econômicos para a manutenção dos casamentos reais nos séculos XV, XVI, XVII... Motivos religiosos onde o sexo era apenas aceitável para procriação, sendo irrelevante o prazer... Motivos sociais para a manutenção do controle patriarcal e a base do machismo.
Isso só para começar... Mas e hoje?
Como explicar isso na atualidade, com a mulher moderna, independente; com a liberação sexual, o uso acessível da pílula anticoncepcional e da camisinha?
Para justificar essa atitude, a sociedade moderna criou um conceito mais romântico. A mulher fingi por amor, fingi pelo seu instinto natural, para poupar o homem ou porque é de sua natureza maternal de proteção.
...
Faça-me o favor!
...
A mulher fingi para garantir uma próxima transa, só isso!
Porque se eventualmente o cara foi uma droga na primeira vez, ele pode ser melhor da segunda vez. Sacou!
Quando a mulher foi para cama com esse fulano é porque tinha rolado uma química forte, então ela custa a acreditar que o cara que ela achou uma delícia faça um sexo tão mais ou menos. Fingir portanto, parece lógico para que ela o mantenha interessado o suficiente para que ela possa ter a chance de descobrir se ele é de fato um porcaria na cama.
No caso dos casamentos ou relacionamentos contínuos, o motivo é quase o mesmo, com o diferencial de que ela sabe que ele não é aquela porcaria o tempo todo; porque se for, a idiota é ela.
Por isso a campanha! Já esta mais do que na hora deles saberem a verdade sobre suas performances na hora do ocorrido. Levantar o ego deles é manter uma situação ridícula de comando masculina sobre A NOSSA SEXUALIDADE.
Se mesmo com uma mulher moderna que indica o caminho do seu prazer, dizendo claramente o que gosta e como gosta, eles não conseguem, então merecem a verdade, não é mesmo?
Quando a relação é eventual e a mulher fingi é para garantir o segundo encontro e se ele não liga (talvez por ter certeza de que foi péssimo), fica a raiva por ele não ter sabido por ela que o fato dele não aparecer é quase um alívio.
Por tudo isso, vamos a verdade!
Quando o sexo for fraquinho, quando a pegada for frouxa, quando o orgasmo não chegar nem com reza brava... deixe isso claro para o  garanhão. Deixe seu lado maternal aflorar para dizer delicadamente e amorosamente:
− Meu amor, não rolou!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MULHERES (E HOMENS) E AS FOFOCAS


Existem níveis de fofoca e com certeza cada ser humano (homem ou mulher) se encaixa em um deles.
·         Fofoca casual.
·         Fofoca intencional inocente.
·         Fofoca intencional proposital.
·         Fofoca patológica.
·         Fofoca destruidora.

Fofoca casual é aquela onde durante um bate papo você cita um acontecimento que houve com alguém ou usa esse fato como exemplo para alguma coisa que aconteceu com você.
Fofoca intencional inocente é quando você fala do outro diretamente para alguém interessado para lhe relatar um fato ou para alertá-la de algo.
Fofoca intencional proposital é quando você fala de uma terceira pessoa com uma intenção específica, como por exemplo, deixar claro que sabe exatamente o que esta acontecendo a sua volta.
Fofoca patológica é quando se fala de todo mundo para todo mundo sem critério ou sentido, apenas por uma necessidade mórbida de fofocar sobre a vida alheia. E se te pedirem segredo, danou-se, porque o segredo já era.
Fofoca destruidora é a pior. Aqui a pessoa conta coisas que ouviu a sua maneira para que através do seu relato o outro tenha problemas. Tem prazer em espalhar maledicências, de falar mal do outro. E nunca suas fofocas são meramente relato de fatos ocorridos.

É claro que não sou especialista neste assunto, só estou descrevendo com minhas palavras o que observo na atitude das pessoas ao meu redor. E possivelmente existem outra dezena de tipos de fofoqueiros por ai afora. Mas uma coisa é verdade: o fofoqueiro passa seu tempo falando da vida alheia por que não tem o que dizer da sua própria vida.
Neste sentido, TODOS NÓS somos fofoqueiros em algum nível e isso em si não é um problema. O problema e identificar onde o seu prazer em fazer fofoca se encaixa, por que uma coisa eu digo (e já presenciei), aquele que se encaixa na "patológica" e na "destruidora" um dia sofrerá com o inverso, ou seja, HOJE VOCÊ FALA DE ALGUÉM, AMANHÃ ALGUÉM FALA DE VOCÊ.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

MULHERES QUE GOSTAM DE HOMENS


Omar Borkan
(Deus árabe)

Com todo respeito quero contar e compartilhar uma experiência...
Por sorte e felicidade meu rol de amigos é complexo e para minha alegria entre eles encontra-se um pequeno grupo de mulçumanos.
São pessoas festivas, amáveis, que ao te aceitarem na sua comunidade te recebem de braços abertos. Eles costumam se reunir nas mesquitas ou em clubes para confraternizar, dançar, comer e por várias vezes compareci a esses eventos. Em geral há músicos que tocam ao vivo e cantam as canções em árabe e as pessoas dançam... Mas há uma dança em especial – o Dabke – sobre quero contar.
É uma dança folclórica que apesar de ser originalmente masculina, pode ser vista sendo dançada por toda a família. Dançada em grupo, com as pessoas de mãos dadas formando uma roda ou uma meia-lua. Não há movimentos de braços e ou de quadril. A movimentação se restringe aos pés, que realizam uma variedade de batidas e passos no chão. A música é alegre, e quase sempre acompanhada de derbak e da flauta Mijwiz.
Comumente vê-se este tipo de celebração no Brasil por ocasião de encontros de árabes em bares, restaurantes ou festas. Por ser uma dança de fácil execução, é possível aprendê-la durante uma festa.
Mas muito mais do que isso, a dança é uma emanação da mais pura testosterona; onde homens másculos, viris, dançam de maneira vibrante, sexual, sensual, forte... para mim é quase uma dança primitiva, no sentido instintivo.
Em uma dessas festas, como em várias outras, em determinado momento todos começaram a formar a roda para dançar o Dabke e os homens ficaram no ínicio para puxá-la. Talvez fosse eu, ou  talvez fossem eles mas o grupo de homens emanou tanto sensualidade e de maneira tão espontânea e natural que a excitação foi inevitável.
Através da visão, da audição, do tato (já que seu corpo vibra com o ritmo) é como se seu sentido de feminino se intensificasse diante do grande erotismo dos movimentos masculinos.
É isso que eu chamo de sexualidade primitiva; nós podemos tentar controlar de todas as formas, mas ela está lá, latente em nosso ser. 
A dança, em si, tem esse sentido?... Não!... Eu a senti assim!


DELÍCIAAAAAAAAAAAAAA
 



Vejam esse vídeo para conhecer a dança em questão:


domingo, 10 de novembro de 2013

MULHERES QUE GOSTAM DE HOMENS


Como já ficou claro, eu gosto de homem. Não de todos é claro, mas de um tipo específico... Mas daí já é gosto pessoal. De maneira geral falo da espécie masculina...
Falo da virilidade, da masculinidade, da “testosterona”...
Primordialmente as espécies se acasalavam por instinto, e a fêmea escolhia o macho levando em conta a tal teoria do mais forte, do mais apto, daquele que poderia gerar filhos mais resistentes e fortes; mas a evolução tirou isso de nós. Trocamos o instinto pelo afeto. Até ai tudo bem, se isso não tivesse nos tirado o prazer!
Quem ainda prefere TROCAR sexo por amor tem todo o direito! Mas vamos combinar que são coisas distintas.
Sexo é sexo. E amor é amor. Ou se quisermos ser irônicos: sexo ainda é sexo, mas amor nem sempre é amor.
O tesão antecede o afeto; você não casa ou vai pra cama só por amor, mesmo que pense que sim. Seu instinto adormecido, amortecido, ainda esta ai dizendo que você quer aquele cara sexualmente.
Se perdemos a força dos nossos instintos – tato, olfato, audição, paladar – na hora do sexo (deixei a visão fora porque me parece que foi o único que sobreviveu á evolução), isso se deu graças a muitos fatores sociais, religiosos e até econômicos.
Para a manutenção da família foi jogado sobre nós, mulheres, DEVERES matrimoniais que excluiu completamente nossos DIREITOS a sexualidade.
Quanto aos sentidos: além de podermos ver; podemos sentir o gosto do suor do outro; sentir a textura da pele com ou sem pelos; ouvir a pulsação; a respiração; sentir o cheiro do tesão fluindo dos poros. Desejar com todos os sentidos.
Particularmente prefiro os morenos, altos (pelo menos mais altos do que eu) com pelos no peito – ADORO –, com aquele sorriso safado de quem esta te convidando para alguma sacanagem sem dizer uma única palavra.

Como Josh Holloway por exemplo



sábado, 2 de novembro de 2013

MULHERES MÁGICAS - SIGNOS



A astrologia é muito mais do que ler sobre seu signo no jornal diário.
Primeiro por que existem milhares de pessoas de sagitário, áries, peixes e todos os outros signos no planeta e acreditar que aquela mensagem serve para todos de maneira uniforme é meio idiota!
Segundo por que a astrologia é uma pseudociência, com a qual as posições relativas dos planetas podem, prover informação sobre a personalidade, as relações humanas, e outros assuntos. É, como tal, uma atividade divinatória, mas também pode ser usada como ferramenta para definição das personalidades humanas. Jung em seus estudos chamava a este conceito de sincronicidade.
A palavra "astrologia" vem do grego astron, "astros", "estrelas", "corpos celestes", e logos, "palavra", "estudo", ou seja, o Estudo das estrelas.
Fazer um mapa astral é antes de tudo um emarranhado de cálculos, somas e números que levam em conta sua data, local e hora exata de nascimento.
Cada mapa contém 12 casas e cada uma delas atua sobre uma área da sua vida.
Casa 1: o Eu (sua auto imagem física e emocional) - Signo Solar ou signo ascendente.
Casa 2: as posses.
Casa 3: a comunicação (sua com os outros e dos outros com você).
Casa 4: o lar (relação com familiares).
Casa 5: o prazer e o amor.
Casa 6: o trabalho e a saúde.
Casa 7: o casamento.
Casa 8: o Eu insconciente.
Casa 9: a espiritualidade.
Casa 10: o status social (o sucesso).
Casa 11: o convívio com os outros (relações humanas).
Casa 12: o Carma (o por que da reencarnação).
Parece muito complexo, mas é como um roteiro da sua vida. Um roteiro que você mesmo escolheu quando resolveu voltar em dia e hora específicos.

Então vejamos por exemplo um caso hipotético:

Você é de Virgem e seu ascendente é Sagitário; na casa 2 você possui o signo de Áries e na casa 6 reina o signo de Touro; bem só isso já gera uma confusão.
Seu signo de nascimento - Virgem - é uma signo cujas características são a organização, a disciplina e a ordem e que vai sofrer com o ascendente Sagitariano que é oposto a tudo isso, por que traz a liberdade absoluta, a ausência de regras e a busca pela aventura. Ou seja, um conflito permanente entre o que se quer fazer e o que de fato se faz. Já Áries na casa das posses faz de você uma compradora compulsiva e imagine a briga que isso traz para o organizado Virgem em conflito com o largado Sagitariano; mas para te salvar surge o Touro na casa do trabalho que vai correr atrás do "prejuízo" para poder manter o luxo do Ariano e a ordem do Virginiano, por que trabalhar incansávelmente é com ele mesmo.
Esse pequeno exemplo revela que o estudo do mapa é bem mais relevante do que algumas pessoas acham, é quase como uma sessão de terapia.
Dá pra entender um monte de coisas que sempre fizemos e tentar modificar as atitudes ruins a partir do entendimento de nossas fraquezas.



domingo, 27 de outubro de 2013

MULHERES SEXUAIS

Logicamente as pessoas crescem; biologicamente falando.
E biologicamente vamos desenvolvendo fisicamente aspectos que dizem respeito a nossa "futura" vida reprodutiva.
As mulheres ganham peitos, alargam os quadris, nascem pelos, atrativos para chamar atenção do macho alfa. Nos homens...bem, nos homens nascem pelos e a voz engrossa (me desculpem os professores de biologia se estiver errada). Por isso, parece simples que todos percebam quando a mulher deixou de ser menina e amadureceu - ficou atraente sexualmente. Nos meninos isso é um pouco mais complexo.
Quando uma mulher começa a perceber que o menino se tornou homem?
Quando ela passa a sentir atração por aquela pessoa que até outro dia ela nem enxergava?
A voz muda, o rosto ganha traços mais duros, o peito se alarga e assim, sutilmente (se comparado aos peitos e bunda das mulheres) o homem surge.
Me lembro de assistir algumas vezes (sessão da tarde) o filme "Um dia depois de amanhã" com Jake Gyllenhaal e achá-lo simplesmente um ator razoável, e de tempo depois assistir "Amor e outras drogas" e o "Princípe da Pérsia" e descobrir nele um homem atraente, sensual e charmoso.
Eram diferenças muito sutis...o formato do rosto, o sorriso cheio de malícia, o olhar convidativo...que antes não estavam lá.
ELE FICOU GOSTOSO!
E apesar de citar um ator, isso não é diferente com nossos amigos, com o menino ao lado. Os homens mudam assim - delicadamente, sem grandes estardalhaços - depois dizem que o sexo frágil somos nós.


Antes

depois



sábado, 19 de outubro de 2013

MULHERES FASES




Já fui free-lancer, já fui registrada... FREE-LANCER É MELHOR!
Já ganhei dinheiro, já ganhei salário... GANHAR DINHEIRO É MELHOR!
Já fui dona do meu nariz, já tive chefe... SER DONA DO NARIZ É MELHOR!
Já transei, já fui abstinente... TRANSAR É MUITO MELHOR!
Já acordei na hora que queria, já acordei as 5 horas da manhã... PENSA... ISSO MESMO, ACORDAR NA HORA QUE SE QUER É SEMPRE MUITO MELHOR!
Já ri, já chorei... RIR É MELHOR!
Já fui aluna, já fui professora... HUM... SER ALUNA É MELHOR QUANDO SE APRENDE E SER PROFESSORA É MELHOR QUANDO SE ENSINA!
Já dei aula pra adulto e já dei aula pra criança... ADULTO OU CRIANÇA, É MELHOR QUANDO A RELAÇÃO DE APRENDIZAGEM É VERDADEIRA!
Já fui morena, já fui loira... SER LOIRA É MELHOR!
Já andei de ônibus, já andei de mêtro... ANDAR DE CARRO É MELHOR!
Já calei, já xingei... XINGAR É MELHOR!
Já viajei de carro, já viajei de barco, já viajei de avião, já viajei de ônibus... VIAJAR É MELHOR!
Já fui jovem, já fui velha... SER MADURA É MELHOR!
Já fui outra pessoa, hoje sou Edileine... SER EU MESMA É MELHOR!

sábado, 14 de setembro de 2013

MULHERES NA MENOPAUSA



Existem muitas coisas no "Sistema" que são tidas como padrões. Situações emocionais, psicológicas, econômicas e assim por diante. Inclusive já falei disso aqui algumas vezes, como por exemplo o papo furado que "todo pobre é mal educado"; que "todo mulher quer ser mãe"; que "menino que brinca de boneca vai 'virar' gay"; e todo tipo de idiotice institucionalizada pelo "Sistema".
Algumas são verdade...
Entrar na menopausa é realmente entrar numa fogueira que te queima feito fogueira da inquisição...são ondas de calor que começam pelo peito e sobem pelo teu rosto numa intensidade inacreditável. Dormir então, só pelada...senão é uma história de jogar as cobertas longes, trazê-las de volta para logo em seguida jogá-las longe mais uma vez, e dormir que é bom, nada. Só o que resta é tomar um remédio homeopático para tentar amenizar esse fogaréu todo.
Graças a Deus o remédio funciona!!
Algumas são mentiras...
A conversa que a menopausa diminui a líbido, por exemplo, veio da onde?
Tudo bem que estou no comecinho do processo, mais a minha líbido...ai, ai...está a mil por ora. Sinto até mais tesão do que antes e estando sozinha, isso complica muito as coisas...
Diferente do que tenho lido sobre o assunto, me sinto mais mulher, mais livre, mais saborosa, mais consciente da minha sexualidade e portanto segura. Acho que a impossibilidade de engravidar te dá uma maior liberdade (não que se possa sair por ai transando sem camisinha), mas isso é mais psicológico do que outra coisa. É libertador!
Diferente de algumas mulheres, estar envelhecendo (vou fazer 46) e estar entrando na menopausa está me fazendo muito bem. Olho no espelho e gosto de quem eu vejo; gosto do presente que estou vivendo; fiz as pazes com o meu passado e prevejo um futuro bem legal diante do que estou plantando.








quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MULHERES CALADAS!


Eu estive calada por todo o mês de agosto e percebi que senão me forçasse atravessaria o mês de setembro ausente também...

Calei-me diante das manifestações "equivocadamente e manipuladoramente" transmitidas pela nossa TV...
Calei-me diante da cara de pau dos nossos políticos em tentar "mais uma vez" modificar as leis para se beneficiar...
Calei-me diante da violência policial pelo Brasil afora...
Calei-me diante da visão aterradora do quanto a nossa população cede aos apelos televisivos...
Calei-me pelo meu cansaço pessoal em utilizar a meses um transporte público (metro) de PÉSSIMA QUALIDADE, que trata seus usuários pior que o gado transportado pelas estradas brasileiras...
Calei-me diante do prédio em construção que desabou em São Paulo e matou cerca de 10 pessoas, após ter sido embargado...
Calei-me diante do ataque de armas químicas na Síria, capaz de matar centenas de crianças, homens e mulheres inocentes...
Calei-me por ver em seguida a resposta do governo americano, não em negociar a paz, mas em propor a guerra...
Calei-me pelo contato a pessoas que se utilizam de métodos "nojentos" para subir no seu lugar de trabalho, sem levar em conta a ética que como educadores deveríamos ter como meta...
Calei-me ao saber que existem pessoas capazes de aplicar golpes inacreditáveis e "tirar tudo" de uma pessoa por pura inveja...
Calei-me pela falta de tempo, por ter que me dividir entre as aulas que ministro, pelo mestrado, pela pesquisa...
Calei-me pelas pessoas...
Calei-me por mim...
Calei-me por vocês...

Mas prometo voltar! 

domingo, 28 de julho de 2013

MULHERES APAIXONADAS



Preciso dividir mais uma duvida com vocês, caros amigos. Uma duvida sobre o amor. Sobre quem nós somos e sobre o que o amor é capaz de fazer conosco.
Todos nós temos uma amiga (querida ou não) que pensamos conhecer. Ela é alegre, divertida; sai com você algumas noites para curtir, paquerar e se divertir. Tem pensamentos próprios, opiniões, duvidas, medos e certezas, alguma das quais você compactua e divide. Quando você sai sem ela, é capaz de ver uma roupa na vitrine, um sapato, uma jóia e dizer sem receio nenhum que aquilo é a cara dela, porque lhe parece que a personalidade dela é clara, simples, real. Todos tem amigas assim, apenas mulheres comuns como nós mesmas. Quando sozinhas, trocamos figurinhas sobre nossos desejos. Desejos sexuais, emocionais, sociais e apesar de nem sempre concordarmos com quais seriam os ideais de felicidade, o que ansiamos todas é sermos felizes. Isso é fato. E quando alguma entre nós já está com seu coração preenchido, discutimos as mesmas tolices e assim continuamos amigas e cúmplices.
Eu particularmente odeio as famosas e praticas frases que explicam tudo: "Todas as mulheres querem..." Isso hoje em dia não é mais possível de se afirmar; nem toda mulher quer realmente casar ou ter filhos e já não sentem culpa por isso, mas sim, se sentem livres (veja o meu caso). Então com essa liberdade os desejos ficaram mais amplos; temos amigas que querem casar e ter filhos; as que só querem casar; as que só querem ter filhos; as que querem uma carreira; as que querem um companheiro e assim vai...
Mas existe um tipo de mulher (ainda hoje) que simplesmente desaparece quando se apaixona!!!
Sim, desaparece!
Essa mulher mata toda sua essência por que acha que encontrou seu Príncipe Encantado; e digo acha, porque esse amor é muito mais projeção do que fato. Ela passa a viver por esse amor; se alimenta dele, se veste por ele, se move para ele, pensa com ele e se perde nele. E não estou falando do tal Príncipe, mas do amor mesmo, do sentimento que ela pensa que sente. Aquela amiga que era tão familiar vira uma estranha, não diz as mesmas coisas, não age da mesma maneira, se afasta de tudo e todos e seu argumento é: "Agora é diferente, estou amando"
Como assim?
Como um sentimento tão super estimado pode modificar você afastando-a de si mesma. Como um sentimento tão nobre pode destruir sua essência, sua personalidade, acabar com suas certezas e duvidas. Isso não me parece amor! O amor deveria tranquilizar a gente; afastar sim as duvidas e acentuar as certezas de quem nós somos. Mas nunca isolar-nos numa ilha. Jamais seremos só nós e o nosso amor. Jamais! Somos todas as experiências que vivemos, todas as pessoas que conhecemos, tudo que desejamos e abandonamos. E, mais ainda, NUNCA temos o outro; o outro não nos pertence e nunca pertencerá. E mais cedo ou mais tarde ele ou nós iremos embora. Por isso, o importante é viver com o outro, amá-lo, viver cada momento intensamente, mas sempre consciente de nós mesmas, para que quando essa solidão chegar estejamos preparadas para voltarmos para nossas vidas, por que de fato nunca a abandonamos.
Amem e sejam felizes!!! E amem sempre intensamente a vocês mesmas em primeiro lugar!!!


terça-feira, 23 de julho de 2013

MULHER "FRUTA" ?????


Giuseppe Arcimboldo

Quando uma mulher se rotula como fruta, o que ela espera?
Ser comida? Virar salada?  Ficar madura no pé? O que?
Quando uma mulher coloca litros de silicone pelo corpo afora - peito, nádegas, coxas, boca -; que imagem ela quer passar?
Qual é a medida da vaidade e da deformidade?
Por outro lado, para ser considerada inteligente é preciso ser feia?
Cada uma com seu rotulo:
  • Mulher bonita demais é burra e vadia.
  • Mulher inteligente demais é feia e lésbica.
Isso tudo é tão ridículo que chega a doer. Qualquer mulher pode ser vadia e inteligente; ser feia e burra; ser lésbica e bonita; inteligente, vadia e lésbica; inteligente e bonita e por ai vai... Mas eu fico pensando no quanto nós mulheres somos mais que tudo isso, mais que rótulos.
Somos seres mágicos, todos nós... Homens e Mulheres. Somos cercados por mistérios. De onde viemos e para onde vamos? O que nos move? Qual o misticismo que envolve nosso estar?
Como mulheres inteiras, plenas, não precisamos desses artifícios para sermos especiais; apenas somos! Nossa sensualidade depende muito mais do nosso comportamento do que do tamanho dos nossos seios ou bunda; depende da relação positiva que temos com nós mesmas, com o quanto nos amamos. Uma mulher que se despe com naturalidade diante do outro demonstra a verdadeira sensualidade.
O gostar de si mesma; se respeitar - física e espiritualmente - isso é tornar-se sensual.
Amem-se!!!

domingo, 21 de julho de 2013

MULHER SEXY X MULHER VULGAR

Diante de algumas situações fico me perguntando que futuro, de fato, estamos entregando aos nossos filhos, e em especial as nossas filhas, as futuras mulheres.
Como já disse aqui, acredito que somos o conjunto de várias informações a nós atribuídas ao longo de nosso crescimento. Somos em parte nossa família; em parte nossa micro-sociedade (grupo próximo) e em parte nossa macro-sociedade (bairro, município, cidade, país e continente); nossa cultura; um pouco da religião que nos cercou; as convenções econômicas, políticas e todas as informações cognitivas que nossa existência permitiu assimilar. E dentro dessas informações cognitivas as mais fortes são as informações visuais, porque elas são apreendidas antes de qualquer outra.
Ao olharmos, nós registramos a imagem por ela mesma e só depois atribuímos a ela conceitos sociais, econômicos e filosóficos; mas mesmo com essa codificação posterior a imagem fica registrada em nossa mente. Justamente por isso a propaganda, o marketing e a TV, por exemplo, se utilizam de imagens impactantes para vender seus produtos; e sem que nos demos conta registramos mais a imagem do que o produto em si...Somos uma sociedade imagética.
Diante disso volto as imagens que estamos vendendo as nossas filhas. Quais são as mulheres que queremos que elas desejem se tornar? Quais são as mocinhas das novelas? Quais são os padrões das mulheres dos programas de entreterimento? Quem são suas ídolas? Qual o padrão de beleza a seguir? Será que elas entendem por si mesmas a diferença entre ser sexy e ser vulgar?






sábado, 20 de julho de 2013

MULHERES SEXY



Para o homem fazer sexo basta o sexo oposto e nem precisa ser a mulher mais linda do mundo. Para a mulher quando começa rolar um clima, sua mente se divide em duas e começa um diálogo silencioso consigo mesma:
"Quando fiz a depilação?... Faz duas semanas, então ainda tá bem."
"Qual foi mesmo a calcinha que coloquei?"
"Aquela azul...hum, mais preciso tirar o sutiã antes que ele veja, por que é de outra cor"
"Que merda, não trouxe meu perfume"
"Será que meu corpo é bonito?"
"Será que ele vai perceber minhas celulites? Melhor transar no escuro"
"E se ele não gostar de mim?"
"E seu eu não gostar dele?"
"Se ele não me ligar, eu ligo?"
...
Enquanto isso o cara só quer transar, e esta preocupado no máximo se vai ter ereção ou não.

Não sou hipócrita em dizer que concordo com um lado ou com outro, acho que os dois estão equivocados. Um por querer de menos e outro por querer demais. Esse homem esta desprovido de emoção e essa mulher esta repleta de fantasia romântica e no final os dois estão longe das emoções reais. A meu ver o ideal (talvez inalcançável) era que ambos estivessem buscando as emoções primordiais, aquelas que vem com o toque, com o sentimento, com o momento, sem expectativas demasiadas e muito menos ausência de expectativas totais. O bom era que as pessoas fossem para os encontros limpos de modelos, buscando a felicidade; especialmente a felicidade individual.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MULHERES MEDIEVAIS


Como professora de História da Arte gosto de contextualizar com meus alunos quando apresento o estudo dos movimentos artísticos diante dos acontecimentos históricos/sociais, porque para eles fica mais claro o entendimento da analíse formal das obras diante dessa contextualização. Discutir um quadro do romantismo, por exemplo, dentro do contexto da revolução francesa e da "descoberta" de um nacionalismo patriótico deixa tudo mais claro.
Mas ontem estava pensando nas possibilidades da contextualização histórica/social e cheguei a conclusão que a Idade Média só poderia ter existido na Europa, jamais sobreveviria nos trópicos. Os castelos sombrios; as florestas escuras e gélidas; os ares cheios de neblina só caberiam na Europa. Como a arte românica ou gótica teriam aquela atmosfera longe daquela luz. Sendo o estilo românico, um estilo que prevaleceu na Europa no período da Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII) e estilo gótico no período da Baixa Idade Média (final do século XIII ao XV). Impossível de existir numa outra região ou período.
Minha preferência é pelo gótico e suas Catedrais impressionantes. O surgimento dos burgos; o surgimento e aprimoramento das guildas; o enorme desenvolvimento dos ofícios das artes e o começo das atividades mercantis, ou seja, o começo das coisas. E mesmo apesar do feudalismo, das cruzadas, da inquisição, da Peste Negra e várias barbaridades, é um período muito rico socialmente falando.


Catedral de Milão

A idade Média teve como ponto central o alto poder da igreja sobre a vida das pessoas e na medida em que o celibato se tornou uma das exigências mais importantes para a organização hierárquica da Igreja, cresceu a desvalorização da mulher; que nada mais era do que uma estratégia para manter a organização eclesiástica. Eva, vista como a grande responsável pelo pecado original, era uma das justificativas para se desprezar as mulheres.
Mas na Baixa Idade Média, apesar deste contexto surge uma nova forma de ver as mulheres atráves do culto da Virgem Maria - O Culto Mariano - que gerou a canonização de mulheres e a reclusão das mulheres nos conventos e portanto a possibilidade de se arrepender dos seus pecados.
Por meio dessa breve contextualização, é possível compreender que as mulheres assumiram papéis que extrapolam os antigos preconceitos ainda reservados ao período medieval. Sem dúvida, as mulheres medievais são muitas, variadas e dinâmicas, como as manifestações do tempo em que viveram.


Fonte:http://www.brasilescola.com/historia/a-situacao-da-mulher-na-idade-media.htm

sexta-feira, 5 de julho de 2013

MULHER ORGULHO

Escrevi esse texto durante as primeiras manifestações e no auge das minhas emoções.

Nem sei por onde começar e quais palavras usar para descrever o meu orgulho diante dos fatos. Tenho ficado com os olhos marejados em inúmeras situações e diante de tantas fotos, que sinto transbordar minhas emoções.
É com muito orgulho - orgulho de ser brasileira, de ser jovem, de estar viva para ver tudo isso - que meu coração tem transbordado. É pela atitude, pela coragem, pela valentia, pela insistência, pela justiça, pela verdade que vejo nos olhos dos jovens (jovens no espírito).
Alienado aqueles que não veem a beleza por trás do movimento, que não enxergam a mudança do campo vibratório do pais, da energia crescente que vai abrangendo cada vez mais gente.
É como uma pedra atirada em um lago parado que oscila sem encontrar barreira até a margem. A pedra virou um tijolo, o tijolo virou um imenso bloco de concreto.
E eu tenho certeza que mesmo que o movimento não dê em nada, ele já mudou tudo. Ele mudou nosso campo vibratório, ele já nos fez fortes...
"Eles" sabem do que somos capazes. Voltar atrás em R$0,20 centavos é irrelevante; poderiam considerar a gratuidade que nada mudaria; pois aqueles que se libertam da máquina (hoje ou há muito tempo) sabem que isso é irrelevante. O importante é a consciência desperta, é a liberdade de atitude, é o livre pensamento e todo tipo de respeito que isso agrega.

DIAS DEPOIS...



Minhas emoções transbordadas se entristeceram  com o rumo que as coisas foram tomando. Manipulação da imprensa, mudança de posicionamento dos participantes, exploração do movimento por partidos políticos e todo tipo de aproveitadores...tudo foi ficando tão nojento, que o movimento que inicialmente tinha um propósito maior se perdeu.
Se perdeu por falta de um liderança que aglutinasse os ideais, que não permitisse que as coisas se desvituassem dessa forma. Tudo virou um engodo...
Primeiro foi a resposta patética da nossa presidente, com o anúncio de medidas que foram se dissolvendo no decorrer dos dias. Depois e pior de tudo foi o posicionamento pavoroso da imprensa diante dos fatos, a tentativa permanente em destruir tudo frente a população. A repetição insistente de termos pejorativos como o uso da palavra vândalos, numa lavagem cerebral muito bem pensada e calculada.
Diante de tudo isso, a revolta aumenta na medida que percebo o quanto somos fantoches de máquinas de mentira. Mentiras políticas, mentiras mediáticas, mentiras sociais, mentiras de todos os lados...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

MULHERES REVOLTADAS II



Primeiro quero explicar meu sumiço... Justificado pelo fato de eu ser  professora com final de semestre, entrega de notas, preenchimento de diários escolares (10 turmas); mais entrega de trabalho final de mestrado; mais preparação de um curso que darei nas férias e mais minha revolta total diante dos últimos acontecimentos no Brasil... E daí começa meu texto de retorno ao blog.
Nas últimas semanas houveram várias manifestações pelo Brasil, que foram deflagradas a princípio pelo aumento da passagem de ônibus em vários estados da federação, mas que aumentou em número de participantes e de reivindicações na medida em que o governo se negava a escutá-las e a polícia insistia em usar violência na tentativa de dispersão dos mesmos. A sensação que eu tive (e vou aqui falar das sensações, por que meu conhecimento sobre política é parco, devido a educação de tive para justamente não entendê-la e pior, não querer entendê-la) é de que as pessoas que foram para as manifestações se sentiram bem mais que agredidas fisicamente quando se sentiram tolhidas de seus direitos de reclamar, de exigir, de conquistar. Tudo piorou quando as pessoas perceberam que não tinham voz e muito pior, quando perceberam (alguns) o tamanho das manobras que oportunistas, a imprensa e os políticos se utilizaram para desmantelar a iniciativa daqueles que resolveram ter uma atitude de cidadania.
Num primeiro momento fiquei emocionada diante da multidão que foi para as ruas exigir direitos... vi nesse movimento um despertar de consciência, uma mudança de atitude e posicionamento e tão rápido quanto tudo começou fiquei triste por ver como a TV se colocou diante dos fatos. Uma imprensa mentirosa, sem nenhum compromisso com os acontecimentos e com o dever da neutralidade. A palavra vinculada e insistentemente repetida é: Vândalos. É isso que os manifestantes viraram e é isso que eles repetem quase como um programa de hipnose. Entre milhares de pessoas pedindo direitos negados pelo poder público a anos, só o que importa são os vândalos, uma dezena de fulanos, quiçá infiltrados para desacreditar uma manifestação justa, real e legitima.